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SÃO PAULO – Estudiosos de temas relacionados ao trânsito paulista consideram que o rodízio é insuficiente para combater o congestionamento e têm uma proposta consensual para a situação: desincentivar o transporte individual.
O rodízio veicular de São Paulo completou dez anos no último domingo (2), mas seu principal objetivo, reduzir o congestionamento nas principais vias da Cidade, não foi atingido.
Além disso, há também o objetivo de reduzir a poluição, uma vez que os veículos são responsáveis por 90% da emissão de poluentes como o monóxido de carbono (CO).
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Crescimento
Para o doutor em Geografia pela FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP, Renato Balbim, “não houve esforços para mudar o tipo de transporte utilizado”.
Balbim analisa que a medida foi implementada em um momento de crescimento do País e da renda dos brasileiros, e se mantém em um cenário de incentivo à produção e aquisição de carros populares.
Nessa situação, uma política que obriga a pessoa a deixar o automóvel em casa acaba por acarretar a aquisição de um segundo veículo.
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Mudança
Para Balbim, boas fiscalizações e sinalizações seriam mais eficientes que o rodízio. Na opinião do doutor, investir nessas soluções tornaria o trânsito paulista “mais humano”, com respeito entre as diversas formas de locomoção.
A professora Maria de Fátima Andrade (IAG-USP) reitera que melhorar o transporte público é uma urgência para a cidade e arrisca: “Talvez, se começarmos a destacar que se perde dinheiro deixando as pessoas paradas no trânsito sem fazer nada, as medidas sejam tomadas”.