Robôs passam a ter a sensibilidade do toque com novo dispositivo

Sensor desenvolvido por pesquisadores nos EUA permite que andróides percebam texturas e relevos em superfícies

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SÃO PAULO – Para muitos, apesar dos avanços da ciência, robôs não passam de meras máquinas: não pensam por si só e são insensíveis. No entanto, esses conceitos talvez tenham que ser revisados.

Pesquisadores desenvolveram nos EUA um dispositivo que poderá fazer com que robôs tenham sensibilidade do toque. O projeto é dos doutores Vivek Maheswari e Ravi Saraf, da Universidade de Nebraska, em Lincoln.

Delicadeza

O sensor consiste em finas camadas de ouro e nanopartículas de cádmio-enxofre semicondutoras separadas por material isolante. Quando pressionado contra uma superfície em relevo, suas partes altas fazem a palma do sensor brilhar e a luz, cuja intensidade varia de acordo com a pressão colocada, é captada por uma câmera especial.

Testes foram feitos com uma moeda de um cent de dólar, em que há um desenho do ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln. O sensor foi capaz de perceber detalhes do relevo de sua roupa e reconhecer a mensagem liberty ali estampada.

A idéia é que, no futuro, andróides consigam usar essa sensibilidade para realizar tarefas como fazer arranjos de flores, amarrar cadarços e até conduzir operações cirúrgicas delicadas.

Inteligência artifical

Quanto à questão de inteligência artificial, também há sinais de avanço. Um exemplo é o projeto do professor de computação Gedson Faria, da USP (Universidade de São Paulo) em São Carlos, que permite que diversos robôs realizem tarefas de maneira coordenada.

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Partindo do conceito de campos potenciais harmônicos, em que as máquinas procuram o melhor caminho para realizarem o que lhes foi comandado, o professor desenvolveu um programa que controla, por computador, cada um para que possam trabalhar harmoniosamente em conjunto.