Publicidade
SÃO PAULO – Quando trabalham em equipe, os seres humanos combinam suas habilidades e suprem suas dificuldades, realizando tarefas de forma mais eficiente. Por que não usar a mesma lógica para melhorar o desempenho de robôs?
Muitos princípios pesquisados e trabalhados na robótica têm sua origem no comportamento humano. Na busca pela inteligência artificial, cientistas tentam entender, primeiro, como funciona a engenhosa mente humana, para então imitá-la nas máquinas.
Troca de dados
Foi o que fez a equipe do pesquisador Robert Lundh na Universidade Örebo, na Suécia. Eles desenvolveram times de andróides capazes de compartilhar informações e trabalhar em conjunto.
Em um dos testes do estudo, publicado na revista especializada New Scientist, dois robôs receberam a ordem de atravessar uma porta, porém como ambos tiveram suas “visões” limitadas, não conseguiam obter imagens suficientes para calcular como cumprir a designação sem bater nas laterais.
Um deles, então, acessou remotamente o computador interno do outro e obteve as imagens de sua câmera, que complementavam as suas próprias. Assim que terminou de passar pela porta, virou-se e capturou as imagens que o outro não conseguia para ajudá-lo da mesma forma.
Aprofundar os estudos
Em um outro experimento, duas máquinas tiveram de transportar juntas um pedaço de madeira. A que ficava atrás pôde manter o equilíbrio perfeito após acessar o sistema da outra e descobrir sua direção e velocidade.
Continua depois da publicidade
A intenção da equipe de Lundh é aprofundar os estudos levando os robôs para casas inteligentes, ou seja, equipadas com câmeras e outros dispositivos eletrônicos.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro