Robôs com sensibilidade emocional são meta de cientistas japoneses

Para os estudiosos, essa seria a solução para que, no futuro, andróides e humanos possam conviver mais "naturalmente"

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SÃO PAULO – Muitos dos estudos da comunidade científica na área da robótica têm sido voltados para a busca da inteligência artificial e de como fazer com que andróides possam conviver com seres humanos da maneira mais “natural” possível.

No Japão, um dos maiores pólos tecnológicos do mundo e país responsável por boa parte dos avanços na área, os pesquisadores acreditam que as máquinas devam incorporar sensibilidade para que isso ocorra.

Harmonia entre humanos e humanóides

O professor Shuji Hashimoto, da Waseda University em Tóquio, disse em uma palestra no Reino Unido, coberta pela revista especializada NewScientist, que os robôs precisam do kansei, palavra japonesa usada para designar o conjunto de sentimentos, humor, intuição e sensibilidade.

Assim, os andróides designados para trabalhos domésticos, por exemplo, poderão perceber o estado de espírito ou o humor de seus donos e interagir de maneira adequada, sem irritar nem deixar de ser útil.