Restrição de crédito não afeta “sonho” da casa própria

Financiamentos habitacionais continuam em plena expansão no País, incentivados pela demanda aquecida, segundo Secovi-RJ

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SÃO PAULO – A restrição ao crédito promovida pelo Banco Central não atingiu os financiamentos imobiliários, que estão em plena expansão.

No mês passado, o saldo da carteira de habitação para o setor privado, que compreende recursos para construção e aquisição de moradias, apresentou um crescimento de 3% frente a fevereiro, para R$ 150,7 bilhões. O saldo de toda a carteira de crédito do sistema, no entanto, subiu 1%, para R$ 1,7 trilhão, segundo dados do Banco Central. 

De acordo com o vice-presidente do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, o financiamento habitacional não é afetado porque ainda existe um deficit alto de moradias no Brasil e é objetivo do governo reduzi-lo. “A política habitacional é blindada”, afirmou.

Demanda aquecida
Além disso, a demanda continua aquecida neste segmento, com pessoas querendo tomar empréstimo para a compra da sonhada casa própria.

Com isso, mesmo que os juros desta modalidade cresçam, como reflexo do aumento do juro básico da economia – medida tomada pelo governo para conter o consumo das famílias -, as pessoas que desejam não deixam de tomar empréstimo imobiliário.

“Aumenta a Selic, aumentam os juros também, em banco privado e público, mas os prazos da modalidade são maiores. O aumento é pouco, não é tão assustador para aquelas famílias que sempre sonharam em ter a casa própria”.

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Instituição
Os bancos públicos foram novamente os grandes concedentes de empréstimo habitacional no terceiro mês do ano. O saldo da carteira destas instituições chegou a R$ 113,6 bilhões.

Desta forma, houve um crescimento de 2,7%, mais tímido em relação aos bancos privados, que apresentaram um aumento de 3,5% na carteira de financiamentos habitacionais para R$ 22,1 bilhões.

Os bancos estrangeiros, por sua vez, apresentaram um crescimento maior, de 4,6%, para um saldo de R$ 14,8 bilhões.