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SÃO PAULO – O consumidor já sabia desde janeiro, mas o anúncio de um novo reajuste sempre desanima. A partir desta sexta-feira (08/02) o preço de mais de 13 mil medicamentos deve ser reajustado em média em 4,32%. Contudo, o consumidor pode comemorar o fato de que o reajuste ficou abaixo do que havia sido pedido pelos fabricantes de remédios e atacadistas, que reivindicavam reajustes entre 7% e 8%. O reajuste deverá ser válido para os meses de fevereiro até dezembro, período em que os preços dos remédios estarão congelados.
Genéricos também serão reajustados
Também serão reajustados os preços dos medicamentos genéricos. O presidente da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) defendeu o reajuste lembrando que o consumo de remédios tem caído desde 1997, apesar da introdução dos genéricos.
Para ele apesar dos genéricos terem custo 40% inferior que os remédios de referência no qual se baseiam, como muitas pessoas que haviam deixado de consumir medicamentos voltaram a fazê-lo através dos genéricos a queda em margem acabou sendo compensada pelo aumento no volume de vendas. Atualmente os genéricos respondem por 6,75% das vendas da Abrafarma.
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Reajustes já eram previstos
Desde outubro, quando recebeu um reajuste médio de 3,95%, a indústria farmacêutica já havia acordado com o Governo um novo reajuste no início de 2002. Na época, a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma) defendia um reajuste muito maior, na faixa de 17%.
Este percentual visava compensar a indústria farmacêutica da forte alta do dólar, que na época estava cotado em R$ 2,80 e encarecia a compra de princípios ativos para a fabricação dos medicamentos. A Abifarma estimava em outubro que o custo de fabricação dos remédios havia aumentado cerca de 9%, devido à alta do dólar. Desde então a forte queda do dólar fez com que os fabricantes revissem suas expectativas de reajuste para 7%.
Em contrapartida, as farmácias que em novembro receberam um reajuste médio mais baixo, entre 2,86% e 3,72%, reivindicavam reajustes de 8,6%. Como o custo dos remédios aumentou sem um repasse proporcional, as farmácias acabaram amargando uma redução nas suas margens operacionais. É por isso que os atacadistas reivindicavam um reajuste maior. Entretanto, já em meados de janeiro tanto fabricantes quanto atacadistas já confirmavam que o aumento deveria ficar abaixo do que esperavam.