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SÃO PAULO – A qualidade das cédulas em circulação nas regiões Norte e Nordeste do País é inferior à de outras regiões do Brasil, de acordo com o Banco Central.
Segundo o diretor de Administração do BC, Altamir Lopes, o principal motivo para as notas nessas regiões serem mais desgastadas é a menor inclusão bancária. “Essas regiões possuem o menor nível de inclusão financeira”, disse Lopes. “Com isso, as cédulas demoram mais para chegar à rede bancária e permanecem mais tempo em circulação, nas mãos das pessoas”, explicou, durante entrevista coletiva para divulgar os resultados da pesquisa que avaliou a qualidade e a durabilidade das cédulas em circulação no Brasil e a taxa de entesouramento das moedas.
No Norte, fatores climáticos também influenciam na deterioração das notas. “Também temos o problema de clima”, disse, se referindo ao forte calor e umidade, comuns na região.
Troca de cédulas
O diretor do BC ressaltou a importância de os comerciantes trocarem as cédulas desgastadas na rede bancária. “Ao receber uma cédula fora do padrão, rabiscada, rasgada, grampeada, é importante que o comércio retenha e leve a um banco para trocar. Só assim elas serão trocadas por cédulas novas”, disse Lopes.
Segundo o BC, 14,5% das cédulas de R$ 5 já deveriam ter sido trocadas, enquanto 7,4% das cédulas de R$ 10 deveriam ter dado lugar a cédulas novas.
Ainda segundo a autoridade monetária, 5,6% das cédulas de R$ 20, 2,7% das cédulas de R$ 50 e 3,6% das notas de R$ 100 já estão impróprias para circulação. “À medida que o valor sobe, o cuidado com as notas é maior. Mas deveria ser com todas”, afirma Lopes.