Receita com tarifas bancárias cresce oito vezes desde o Plano Real

Já nos quatro anos do governo Lula os ganhos dobraram. Ainda há espaço para ampliar a cobrança

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SÃO PAULO – Correntistas gastaram mais nos últimos anos. A receita com tarifas bancárias cresceu quase oito vezes desde o Plano Real e dobrou no governo Lula, atingindo R$ 52,8 bilhões em dezembro do ano passado.

Além disso, o ganho dos bancos com cobrança de tarifas cresceu mais que a receita total, cujo valor triplicou desde o início do Plano Real e teve aumento de 21,2% entre 2002 e 2006, para R$ 298,97 bilhões. A informações foram divulgadas pela consultoria Austing Rating.

Dessa forma, a contribuição da cobrança desses serviços nas receitas totais, que era de 6,5% em 2004, começou esta década com um pouco mais de 10% e atingiu 17,68% em 2006.

Peso maior

De acordo com a consultoria, quando estão sob análise bancos maiores, o peso das tarifas contribui com quase 20% das receitas totais. Vale ainda ressaltar que apenas dois terços do valor pago pelos consumidores já cobrem toda a despesa com pessoal.

Na avaliação do presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, o percentual deve subir mais. “Ainda há espaço para os bancos cobrarem mais tarifas”, afirmou, lembrando que as instituições financeiras estimulam a realização de operações por meio da internet e outros canais eletrônicos – muitas das quais ainda não são cobradas.