Reajuste de energia pode ser até 2,15% menor

Menor risco de "apagão" reduz busca por fundos de segurança por parte das distribuidoras, o que permite a redução das tarifas de energia

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SÃO PAULO – Agora que passou o sufoco do racionamento, aos poucos o valor da sua conta de luz deve voltar ao normal. Diante do menor risco de “apagão”, as distribuidoras de energia reduziram a busca por fundos de segurança, o que pode levar o consumidor a gastar menos na conta de luz.

Tarifas mais baratas ao consumidor

Já que passamos pelo período úmido, o nível de água das hidrelétricas aumentou e por conseqüência, as distribuidoras passaram a buscar menos por fontes alternativas, como compra de energia de termelétricas. Segundo a agência nacional reguladora Aneel, os valores atuais da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) caíram de R$ 2,7 bilhões para R$ 2 bilhões.

A queda na CCC deve permitir que as concessionárias repassem uma redução de até 2,15% nas tarifas cobradas dos consumidores. O impacto nas tarifas das distribuidoras devido à redução da CCC vai variar de empresa para empresa, dependendo dos reajustes tarifários concedidos em 2002.

Como as distribuidoras que já reajustaram suas tarifas, entre janeiro e 18 de junho deste ano, não incluíram o reajuste da CCC na determinação das tarifas, a diferença entre os valores enviados e os atualizados será contabilizada em uma conta separada ajustada pela variação da Selic. Este valor será, então, posteriormente repassado aos consumidores nos próximos reajustes de tarifa destas empresas em 2003.

O que é a CCC ?

A CCC é um tipo de fundo usado para cobrir os custos do uso de combustíveis fósseis (óleo diesel e carvão) para geração termelétrica. Todos os consumidores de energia elétrica do país pagam a Conta através de uma tarifa mensal.

Uma das explicações para a necessidade da diminuição do consumo de energia era o baixo nível das hidrelétricas, daí um fundo para pagar os combustíveis das termelétricas. Como desde março o fantasma do racionamento não assombra o setor elétrico, quer dizer que a prevenção, ainda necessária, pode ser diminuída.