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As 20 marcas de bebidas alcoólicas mais valiosas do mundo somam US$ 194 bilhões, uma queda de 7% no valor total da categoria em relação ao ano anterior, refletindo uma transformação no consumo global. O dado está no ranking Kantar BrandZ 2026.
A chinesa Moutai, um destilado premium do tipo baijiu, lidera o ranking de valor, com US$ 73,6 bilhões, seguida pela cerveja Corona (US$ 16,5 bilhões) e pela Budweiser (US$ 14,3 bilhões), o que a Kantar mostra a diversidade geográfica e de portfólio que caracteriza o setor.
A principal transformação apontada pelo estudo é o avanço da chamada “grande moderação”, com consumidores reduzindo a frequência de consumo, especialmente na América do Norte e na Europa. Nos Estados Unidos, apenas 54% dos adultos declararam consumir álcool recentemente, o menor índice já registrado, enquanto mercados tradicionais, como a Alemanha, também mostram retração nas vendas de cerveja.
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“Esse cenário, no entanto, não significa estagnação para as marcas. Pelo contrário, a lógica dominante passa a ser ‘menos, mas melhor’, impulsionando o crescimento de produtos premium e abrindo espaço para novas propostas, como bebidas com baixo ou zero teor alcoólico”, explica Martin Cena, CEO da Kantar Brasil.
O ranking da categoria conta com duas marcas brasileiras: Brahma (9º lugar, US$ 6,41 bilhões) e Skol (12º lugar, US$ 4,83 bilhões), que mantiveram suas posições do ranking anterior.
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Futuro do mercado de bebidas alcoólicas
O estudo aponta que o crescimento da categoria depende de alguns fatores importantes. Primeiro, a inovação e adaptação a novos contextos de consumo, algo no qual as cervejas apresentaram um desempenho superior. “Essas marcas vêm ampliando sua presença em ocasiões diversas, de momentos de relaxamento individual a ambientes ligados a esportes e bem-estar, além de investir fortemente no desenvolvimento de versões sem álcool com melhor sabor”, diz Cena.
Em segundo, o relatório destaca a expansão em mercados emergentes, como Índia e África, associada à adaptação a novos públicos, especialmente consumidores mais jovens, e novas demandas e oportunidades.
Na China, por exemplo, as marcas têm buscado novas ocasiões de consumo e formatos mais leves para atrair a Geração Z, enquanto globalmente cresce a demanda por bebidas mais leves, refrescantes e associadas a experiências casuais.
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Segundo o relatório, o sabor segue sendo o principal driver de escolha dos consumidores, inclusive em produtos não alcoólicos, reforçando o desafio de equilibrar saúde e experiência sensorial.
Ao mesmo tempo, a digitalização transforma a jornada de descoberta de marcas, exigindo estratégias que considerem tanto consumidores quanto sistemas baseados em inteligência artificial.
“O aprendizado central para o setor é que ‘premiumização’, por si só, não é suficiente. As marcas precisam encontrar novos espaços de atuação e investir em inovação significativa para se manterem relevantes em um cenário de mudança estrutural”, diz Cena.
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Veja abaixo o ranking com as 20 primeiras posições:
| Posição | Marca | Valor de Marca (US$) |
| 1 | Moutai | 73,63 bilhões |
| 2 | Corona | 16,52 bilhões |
| 3 | Budweiser | 14,38 bilhões |
| 4 | Heineken | 11,82 bilhões |
| 5 | Modelo | 7,39 bilhões |
| 6 | Wu Liang Ye | 6,79 bilhões |
| 7 | Michelob Ultra | 6,78 bilhões |
| 8 | Johnnie Walker | 6,52 bilhões |
| 9 | Brahma | 6,41 bilhões |
| 10 | Hennessy | 5,18 bilhões |
| 11 | Bud Light | 5,06 bilhões |
| 12 | Skol | 4,83 bilhões |
| 13 | National Cellar 1573 | 4,45 bilhões |
| 14 | Guinness | 4 bilhões |
| 15 | Stella Artois | 3,98 bilhões |
| 16 | Victoria | 3,67 bilhões |
| 17 | Tecate | 3,39 bilhões |
| 18 | Smirnoff | 3,092 bilhões |
| 19 | Jack Daniel’s | 3,091 bilhões |
| 20 | Xing Hua Cun | 3,04 bilhões |