Ranking das estradas, da CNT, mostra que 75% delas apresentam deficiências

Pesquisa avaliou conservação e infra-estrutura das rodovias federais e dos principais trechos do restante da malha nacional

Publicidade


SÃO PAULO – A Pesquisa Rodoviária 2006 da Confederação Nacional do Transporte (CNT), com ranking das melhores e piores estradas do País, mostrou que 75% da malha brasileira apresenta algum tipo de deficiência.

O corredor São Paulo – Limeira liderou a lista das melhores, seguido dos trechos São Paulo – Taubaté e São Paulo – Itaí – Espírito Santo do Turvo, tudo no estado de São Paulo. Os últimos lugares ficaram por conta de Salvador (BA) – Paulo Afonso (BE), Açailândia (MA) – Miranda do Norte (MA) e Leopoldina (MG) – Br-262 (MG).

Critérios de avaliação

O estudo avaliou, durante 39 dias, o estado de conservação e a infra-estrutura de apoio de das rodovias federais e dos principais trechos das estaduais e das concessões, num total 84.382 quilômetros.

Foram levados em conta desde as condições da pista e a sinalização à presença de oficinas mecânicas, pedágios e postos da Polícia Rodoviária. A partir dos resultados, as estradas foram classificadas em categorias que vão de Ótimo a Péssimo.

Resultados

Foram consideradas ótimas 10,8% delas, enquanto outras 14,2% receberam Bom. O descontentamento, no entanto, prevaleceu: 24,4%, ficaram com Ruim e outras 12,2%, com Péssimo. A maioria absoluta, ou 38,4%, foi classificada como Regular.

As pistas consideradas regulares, ruins e péssimas somaram 54,4% do total. Somente os trechos com ondulações e buracos, por exemplo, totalizam 12,6%.

Continua depois da publicidade

A pesquisa mostrou que 70,3% da malha rodoviária apresenta problemas de sinalização. As placas de cerca de 11,7% do total estão cobertas inteira ou parcialmente por mato, enquanto a legibilidade de 47,4% está deteriorada. Quanto à sinalização de limite de velocidade, foi constatado que não há placas indicativas em 40,7% da extensão avaliada.

Conclusão

Na avaliação geral, a conclusão da CNT é de que a situação nacional está desfavorável, “o que se traduz em comprometimento dos níveis de desempenho e de segurança do setor de transportes, além do aumento dos custos”.

O investimento necessário em manutenção, restauração, reconstrução e expansão para alcançar um cenário adequado, segundo estima a confederação, é de cerca de R$ 21 bilhões.