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SÃO PAULO – Ficar sem energia elétrica durante a Copa do Mundo é uma possibilidade real, admitiu Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, em entrevista ao The Wall Street Journal. Para isso, o governo pode pedir para que a população economize energia nos próximos meses – um novo racionamento.
Ele destaca que a possibilidade é baixa e isso só seria acionado se o volume de chuvas não aumentar até maio, não permitindo a recuperação dos reservatórios que suprem as usinas hidrelétricas. Não seria um racionamento compulsório de energia, que poderia prejudicar Dilma Rousseff na sua tentativa de reeleição.
“Não estamos trabalhando com a hipótese de racionamento de energia. Temos a convicção de que isso não será necessário”, disse Lobão na entrevista, que frisou que o governo não deverá impor uma multa à população que gastar mais energia que o devido. “Não vamos repetir 2001”, completou o ministro.
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Mesmo assim, para alguns analistas citados pelo jornal, será impossível evitar um racionamento este ano. O país já esteve próximo de um racionamento no ano passado, mas acabou não passando por isso por conta da geração de energia termoelétrica – que não tem conseguido “segurar” os gastos este ano.
Copa segura
Mesmo com os problemas de fornecimento – já que 70% da geração de energia vêm de usinas hidrelétricas – a Copa do Mundo está “segura”. O governo instalou duas subestações de eletricidade em cada um dos 12 estádios que vão receber os jogos – eliminando o risco de blecautes durante os jogos.
Além disso, não haverá risco de ter um pico de gasto de energia durante a Copa. Se o consumo será elevado, em uma mão, pelos jogos, turistas e televisores ligados para assistir os jogos, ele será diminuído por conta da paralisação de empresas e fábricas nos dias de jogos, equacionando a situação.