Quer ir para Marte? Ídolo de Eike Batista está buscando uma tripulação

A agência outorgou à Boeing Co e à Space Exploration Technologies Corp., de Elon Musk, até US$ 6,8 bilhões para transportar astronautas à Estação Espacial Internacional

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17 de setembro (Bloomberg) – Ontem, com um pequeno passo, a NASA deu um salto gigantesco para a realização de uma missão tripulada a Marte.

A agência outorgou à Boeing Co e à Space Exploration Technologies Corp., de Elon Musk, até US$ 6,8 bilhões para transportar astronautas à Estação Espacial Internacional, retomando os voos tripulados ao espaço dos EUA. Desde que a NASA aposentou a frota de ônibus espaciais em 2011, os astronautas americanos dependeram dos foguetes russos para entrarem em órbita.

O anúncio histórico foi a primeira vez que os EUA delegaram a empreendimentos comerciais a responsabilidade de levar seres humanos ao espaço, redobrando os esforços para levar turistas além da atmosfera terrestre. Embora a NASA tenha uma parceria com a Boeing há meio século, a SpaceX representa uma defesa contundente da exploração de outros planetas.

“A SpaceX é nova no pedaço, mas tem demonstrado suas capacidades muito rapidamente”, disse Marco Cáceres, diretor de estudos espaciais da consultoria Teal Group, com sede em Fairfax, Virgínia. “A SpaceX adoraria ser a primeira empresa comercial a levar seus próprios astronautas particulares à Lua e acabar indo a Marte”.

Conforme o acordo, a Boeing receberá até US$ 4,2 bilhões e a SpaceX obterá até US$ 2,6 bilhões, ao passo que um terceiro contendor para o contrato, a Sierra Nevada Corp., foi deixada de fora. As cápsulas da Boeing e da SpaceX devem iniciar os voos tripulados até 2017 e acabariam substituindo o uso exclusivo dos foguetes Soyuz da Rússia pela NASA para transportar pessoas até a estação. Esse acordo custa cerca de US$ 70 milhões por pessoa e está emaranhado nas tensões pela crise da Ucrânia.

Espaçonaves reutilizáveis

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A NASA está traçando um novo direcionamento, 45 anos depois de ter levado o homem à Lua, ao recorrer ao setor privado para realizar missões tripuladas perto da Terra com naves reutilizáveis e enfocar destinos remotos, como Marte. A agência espacial está preparando os primeiros foguetes que levarão seres humanos além da órbita terrestre baixa em quatro décadas.

“Marte – é para lá que vamos”, disse Charles Bolden, administrador da NASA, aos repórteres ontem.

É uma meta compartilhada com Musk, o CEO e chefe de design da SpaceX, que está acostumado a ter sonhos audaciosos e a ir em busca deles. Após sacudir o setor automotivo tradicional com os carros premium movidos a baterias da Tesla Motors Inc., o sul-africano amante de ficção científica está obcecado em transformar o setor aeroespacial.

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A cápsula Dragon V2 da SpaceX, com sete assentos, é colocada acima do foguete Falcon 9 e foi projetada pensando em viagens interplanetárias. Ela pode aterrissar verticalmente em qualquer lugar da Terra “com a precisão de um helicóptero”, segundo o site da empresa, em vez de cair de paraquedas no oceano como as antigas espaçonaves dos EUA nas décadas de 1960 e 1970.

As origens da CST-100 da Boeing, com capacidade para sete passageiros, datam da era das missões Apollo à Lua, e seu retorno à Terra seria amortecido por airbags e paraquedas, segundo o site da fabricante de aviões. A empresa com sede em Chicago foi a única concorrente que finalizou todos os objetivos intermediários de design da NASA a tempo.

Seis missões

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A Boeing e a SpaceX podem realizar até seis missões cada como parte do contrato de Commercial Crew Transportation Capability, disse a NASA. Os pagamentos dependerão de que os contratados cumpram cinco marcos, que serão estabelecidos pela agência antes de certificar as espaçonaves como seguras para voos tripulados.

A NASA continuará trabalhando com a Sierra Nevada e com outra companhia de voos espaciais, a Blue Origin LLC, financiada pelo fundador da Amazon.com Inc., Jeff Bezos. Essas empresas estão refinando o design de suas espaçonaves, segundo Kathy Lueders, gerente do programa Commercial Crew.

A Sierra Nevada, empresa aeroespacial com sede em Sparks, Nevada, atraiu o interesse de 21 países parceiros da NASA no programa de ônibus espaciais por realizar voos espaciais com seu orbitador alado Dream Chaser. Em comunicado, a empresa disse que “dará mais detalhes” sobre suas opções para continuar no programa Commercial Crew após ser interrogada pela NASA.

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