Quem pretende viajar em julho já antecipa a compra de moeda

"Houve redução de até 13% em relação ao pico de alta do dólar, e pessoas querem aproveitar atual patamar", diz Confidence Câmbio

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SÃO PAULO – O dólar chegou a atingir R$ 2,50 em meio à crise financeira global, mas agora já dá sinais de queda, apesar da alta desta segunda-feira (27). O fato poderia passar despercebido pelos cidadãos comuns, o que não acontece com quem pretende viajar no mês de julho deste ano.

Nas últimas duas semanas, a cotação do dólar comercial ficou entre R$ 2,17 e R$ 2,24, depois de ter permanecido em patamares bem mais elevados nos últimos cinco meses. Com isso, os turistas correm para adquirir moedas.

“Houve uma redução de até 13% em relação ao pico de alta do dólar, e muitas pessoas querem aproveitar o atual patamar da moeda para se assegurar de que não pagarão mais pelo dólar em junho ou julho”, afirmou o vice-presidente da Confidence Câmbio, Andreas Wiemer. De acordo com ele, aos poucos, a confiança do consumidor está voltando, o que reflete no mercado de turismo, tanto para a venda de pacotes quando para a compra de moedas estrangeiras.

Compra equivocada

Segundo o diretor comercial do Grupo FITTA, Luiz Ramos, sempre existe esse movimento de comprar moeda, em um momento de queda na cotação, por parte de quem vai viajar. O contrário também é percebido, com o viajante vendendo em momentos de alta.

Porém, ele explicou que, apesar de acompanhar a cotação, o turista brasileiro compra a moeda de maneira equivocada. “Ele costuma comprar tudo de uma só vez”, explicou o diretor comercial. “Nenhuma pessoa do mercado financeiro sabe qual o melhor momento para comprar. Em linhas gerais, o que se recomenda é a compra parcelada”.

Ele disse que, dada a baixa do dólar e a possibilidade de estabilização da moeda, esse é o melhor momento para fazer a compra de moedas. “Mas existe uma alternativa: o famoso cartão de débito, em que você pode carregar aos poucos, para se proteger da variação cambial”.

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Atenção

Wiemer, da Confidence, afirmou que escolher a melhor hora para a compra de moeda é o maior desafio para quem vai viajar. “Mesmo estando em uma relativa estabilidade, o mercado de câmbio permanece sujeito a flutuações em função dos diversos fatores relacionados à conjuntura internacional”.

Para quem vai viajar, é bom saber que o recuo do dólar nem sempre é acompanhado pelas demais moedas, já que as cotações dependem de uma série de fatores.

“A maior dica, para quem vai comprar moeda, é o planejamento. Compre moeda em instituições autorizadas pelo Banco Central. Não caia nas mãos de quem não tem autorização. Essa é uma grande dica, porque é moeda verdadeira“, finalizou Ramos, do Grupo FITTA.