Queda da Selic: efeito será muito pequeno para consumidor, diz Anefac

Corte de 0,25 ponto percentual deve reduzir taxa média das operações ao consumo de 7,40% para 7,38% ao mês

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) voltou a reduzir a taxa básica da economia, a Selic, em sua reunião desta quarta-feira (24). Após o corte de 0,25 ponto percentual, a taxa, que estava em 13,25% ao ano, foi reduzida para 13% ao ano.

Mas o impacto no bolso do consumidor ainda deve ser pequeno, como sugerem os dados de estudo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). A razão para isso é simples: as taxas cobradas ao consumidor continuam em patamares excessivamente elevados.

Impacto imediato é pequeno

Caso a diminuição de 0,25 ponto percentual seja integralmente repassada ao consumidor, a redução da taxa média mensal nas operações de crédito ao consumidor deve ser de apenas 2 pontos-base. Assim, a taxa que se encontra em 7,40% ao mês baixaria para 7,38% ao mês. Redução semelhante é esperada na taxa média cobrada nas operações de empréstimo para empresas, que cairiam dos atuais 4,19% ao mês para 4,17% ao mês.

As tabelas abaixo ilustram o impacto do corte anunciado nas várias modalidades de crédito ao consumo, assim como nas linhas de crédito para empresas:
















































Operação Taxa Atual
(% am)
Novas taxas
(% am)
Pessoa Física
Comércio 6,12% 6,10%
Cartão 10,33% 10,31%
Cheque Especial 7,92% 7,90%
CDC Bancos 3,18% 3,16%
Bancos
Empréstimo Pessoal
5,42% 5,40%
Financeiras
Empréstimo Pessoal
11,43% 11,41%
Empresas
Capital de Giro 4,00% 3,98%
Desconto de Duplicata 3,59% 3,57%
Desconto de Cheque 3,73 3,71%
Conta Garantida 5,44% 5,42%

Na prática

Na tentativa de ilustrar melhor o impacto efetivo do corte no valor das prestações, a Anefac simulou o valor das prestações de vários tipos de financiamentos por prazos distintos.

No caso de um financiamento de 30 dias no cartão de crédito, o corte deve permitir uma redução de R$ 0,20 para o consumidor que fizer uma compra no valor de R$ 1 mil. Nada que tenha impacto significativo no seu bolso, daí a recomendação de cautela ao consumidor que estiver pensando em levantar dívidas.