Queda da Selic: efeito ainda será muito pequeno para consumidor, diz Anefac

Corte de 0,25 ponto percentual deve reduzir taxa média das operações ao consumo de 7,40% para 7,38% ao mês

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) não surpreendeu e voltou a reduzir a taxa básica da economia, a Selic, em sua reunião desta quarta-feira (07), em 0,25 ponto percentual. Após o corte, a taxa, que estava em 13% ao ano, foi reduzida para 12,75% ao ano.

Mas o impacto no bolso do consumidor ainda deve ser pequeno, como sugerem os dados de estudo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). A razão para isso é simples: as taxas cobradas ao consumidor continuam em patamares excessivamente elevados.

Impacto imediato é pequeno

Caso a diminuição de 0,25 ponto percentual seja integralmente repassada ao consumidor, a redução da taxa média mensal nas operações de crédito ao consumidor deve ser de apenas 2 pontos-base. Assim, a taxa, que se encontra em 7,40% ao mês, baixaria para 7,38% ao mês. Redução semelhante é esperada na taxa média cobrada nas operações de empréstimo para empresas, que cairiam dos atuais 4,19% ao mês para 4,17% ao mês.

As tabelas abaixo ilustram o impacto do corte anunciado nas várias modalidades de crédito ao consumo, assim como nas linhas de crédito para empresas:
















































Operação Taxa Atual
(% am)
Novas taxas
(% am)
Pessoa Física
Comércio 6,06% 6,04%
Cartão 10,33% 10,31%
Cheque Especial 7,88% 7,86%
CDC Bancos 3,22% 3,20%
Bancos
Empréstimo Pessoal
5,45% 5,43%
Financeiras
Empréstimo Pessoal
11,48% 11,46%
Empresas
Capital de Giro 4,04% 4,02%
Desconto de Duplicata 3,54% 3,52%
Desconto de Cheque 3,69 3,67%
Conta Garantida 5,50% 5,48%

Na prática

Na tentativa de ilustrar melhor o impacto efetivo do corte no valor das prestações, a Anefac simulou o valor das prestações de vários tipos de financiamentos por prazos distintos.

No caso de um financiamento de 30 dias no cartão de crédito, o corte deve permitir uma redução de R$ 0,20 para o consumidor que fizer uma compra no valor de R$ 1 mil. Nada que tenha impacto significativo no seu bolso, daí a recomendação de cautela ao consumidor que estiver pensando em levantar dívidas.