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SÃO PAULO – Uma modalidade recente no Brasil, o financiamento educacional é visto como uma promessa para alavancar o mercado de crédito no futuro e, para isso, só resta esperar a Selic cair, de acordo com o CEO (Chief Executive Officer) da Ideal Invest, Oliver Mizne.
“Como as famílias gastarão nos próximos anos? Imóveis, carros e educação. A gente viu o crédito em veículos se desenvolver, agora é o imobiliário, e o educacional é o próximo”, disse durante palestra no II Fórum Risco e Recompensa, promovido pela Witrisk. “No financiamento educacional, não tem como ser tomado o bem, não pode ter taxa de juros alta e, por isso, ele demorou para sair do chão”, disse, explicando sobre o atraso no desenvolvimento da modalidade.
Questionado sobre o que precisa para o crédito se desenvolver no Brasil, ele respondeu que “não precisa de mais nada, não falta funding nem processo, só falta esperar a Selic cair”. Isso porque, de acordo com ele, o crédito universitário não pode custar caro ao aluno.
O futuro
De acordo com dados apresentados por ele, o Brasil tem apenas 20% da população nas universidades. “Mas podemos aumentar o número de estudantes e esses alunos vão precisar de crédito porque o que o governo tem para por no setor não vai acompanhar esse crescimento”.
Sobre esse tipo de financiamento, ele afirmou que é bom para as faculdades, já que esse setor tem um alto risco de inadimplência, que pode ser repassado para a instituição financeira. Os contratos contam com um fundo garantidor e, se o aluno não pagar, ele fica com o nome negativado.
Já ao aluno é dada a oportunidade de fazer o curso que quiser. “O financiamento torna o aluno mais rico. É diferente de adquirir um bem, em que você só vai ter despesa. Depois de formado, ele consegue um emprego melhor”, explicou.