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SÃO PAULO – A quantidade de celulares pré-pagos do País prejudica os resultados da portabilidade numérica. Segundo a Teleco, o usuário pré-pago tem demonstrado menor interesse em conservar o seu número telefônico do que o pós-pago.
No Brasil, 81,6% dos celulares em uso são do tipo pré-pagos, número bem acima do registrado em outros países como a Espanha (40,1%) e Portugal (74,1%).
Troca de operadora
Ainda segundo a Teleco, a quantidade de usuários que trocam de operadora por meio da portabilidade é de 0,12%, número acima do registrado em Portugal (0,03%), mas abaixo da Espanha (0,65%).
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A quantidade de usuários que trocam de operadoras é de 2,8%, ou seja, apenas 4,2% daqueles que trocam de empresa no mês usam a portabilidade.
Além disso, 23 DDDs que apresentaram um índice de troca acima da média brasileira estão nas regiões Sul e Sudeste, onde a participação do pré-pago é menor. Em Florianópolis e Joinville, por exemplo, a média de troca pela portabilidade foi de 0,23% e 0,24%, respectivamente. Em Santa Catarina, onde estão essas cidades, o pré-pago representa 78,94% dos celulares.
Telefonia fixa
Considerando a telefonia fixa, a portabilidade apresenta uma adesão maior, mas também está em patamar inferior ao encontrado na Espanha e em Portugal. Um dos fatores que prejudicam isso é a falta de uma operadora alternativa em grande parte das cidades do interior do Brasil.