Provar: 40% dos paulistanos não devem ir às compras neste trimestre

Segundo pesquisa, parcela da população pretende fechar o bolso neste começo de ano, após as compras de dezembro

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SÃO PAULO – Depois das compras de Natal, uma parcela de consumidores decidiu fechar o bolso e maneirar com seus gastos neste início de ano. Pelo menos assim sugere a pesquisa divulgada pelo Provar (Programa de Administração de Varejo) da USP, revelando que 40,8% dos moradores da capital paulista não pretendem comprar nenhum bem no primeiro trimestre de 2005.

Para efeito de comparação, no final do ano passado, época em que o varejo mostrou-se tradicionalmente aquecido, 64,7% das pessoas ouvidas pela pesquisa pretendiam comprar bens duráveis ou semi-duráveis.

Já no confronto com igual período de 2004, houve melhora da situação, tendo em vista que naquele ano 56,1% dos entrevistados não planejavam consumir qualquer produto. O desempenho mais positivo de 2005 se justifica pelo crescimento econômico verificado nos últimos meses.

Para quem vai comprar

Entre a parcela dos entrevistados que desejam consumir neste período, os eletroeletrônicos ocupam a liderança no ranking de intenção de compra, com 12,8%. Na seqüência, aparece o grupo de móveis e linha branca (geladeira e freezer, por exemplo), com cerca de 8%, seguido pelos automóveis (7,4%). A categoria com nível de interesse mais baixo é Informática, que teve intenção de compra registrada apenas em 3,8% das pessoas ouvidas.

A mesma pesquisa mostra também a quantia que deve ser gasta pelo consumidor em suas compras neste começo de ano. Segundo o levantamento, as maiores despesas ficam para os automóveis, com desembolsos de R$ 1,5 mil a R$ 40 mil. Em segundo lugar estão os móveis, que têm variação de gastos de R$ 150 a R$ 6,5 mil.

Como é feita a pesquisa

Realizada com 500 adultos da capital paulista, a pesquisa monitora o comportamento do consumidor de acordo com as categorias de produtos adquiridos. Cerca de 85% dos entrevistados recebem salários de até R$ 2,08 mil, enquanto outros 11% ganham valores que variam deste patamar até R$ 5,98 mil. Os 4% restantes têm rendimentos superiores.

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O estudo do Provar ainda revela a distribuição de gastos dos salários dos consumidores analisados. Em janeiro deste ano, a divisão estava assim: 27,6% para alimentação; 26,1% para habitação; 13,7% para vestuário e 12,6% para transportes.