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SÃO PAULO – Para a presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, a proibição de escalas e conexões em Congonhas, encerrada nesta semana, não reduziu o número de passageiros no aeroporto.
“Uma das coisas que aprendemos neste fim de ano foi que a proibição de conexões e escalas em Congonhas sobrecarregou a área de check-in desnecessariamente”, afirmou Vieira em entrevista à Agência Brasil.
Conexões por conta própria
De acordo com Vieira, o Governo constatou, no Natal de 2007, que os passageiros organizavam suas conexões por conta própria e sobrecarregavam o check-in das empresas aéreas e o setor de embarque do aeroporto.
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Para a presidente da Anac, os usuários de outras partes do país compravam passagens para Congonhas, e ao chegar no aeroporto, pegavam um novo vôo até o destino final. Ela também afirmou que recebeu um relatório da TAM, que apontava que 14% dos passageiros da empresa estavam usando o aeroporto para conexões.
“Eu posso proibir a companhia aérea de deixar o passageiro dentro da aeronave, mas não proibir o usuário de comprar uma passagem para São Paulo e outra a partir dali”, comentou.
Vieira também afirmou que, com a restrição do número de aviões que podem descer por hora, é possível reduzir o movimento para fins de segurança.
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Terceira pista em Guarulhos
Questionada sobre a desistência do Governo de construir uma terceira pista no Aeroporto Internacional de Guarulhos, a presidente da Anac afirmou que os custos inviabilizariam qualquer opção estudada.
De acordo com ela, com o investimento necessário na obra seria possível criar uma via de acesso rápido para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas. “Concentramos esforços em Viracopos, que hoje é o melhor sítio aeroportuário da região de São Paulo, com capacidade de expansão relativamente rápida”, disse.
Solange Vieira ainda afirmou que a diretoria da Anac é favorável ao aumento do limite de participação de capital estrangeiros nas empresas aéreas, dos atuais 20% para 49%, e a concessão de aeroportos para a iniciativa privada.