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SÃO PAULO – O setor de duas rodas teve queda de 15,1% na produção em setembro, na comparação com agosto. No total, foram fabricadas 121.875 unidades no nono mês do ano, frente às 143.472 produzidas no mês anterior.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (11), são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).
Acumulado do ano aponta crescimento
Apesar do resultado mensal ter sido negativo, no acumulado de janeiro a setembro de 2006 foram produzidas 1,69 milhão de motocicletas, o que significa 18% a mais do que no mesmo período do ano passado (906.199 unidades).
E de acordo com o presidente da Abraciclo, Paulo Shuiti Takeuchi, a variação da produção em setembro não aponta para uma desaceleração do setor, mas apenas para uma oscilação de mercado, considerada normal por todas as fabricantes associadas.
Vendas ao mercado interno
No mês de setembro, 107.695 motocicletas foram vendidas pelos distribuidores das fabricantes associadas à Abraciclo ao mercado interno, volume 13,3% inferior ao registrado no mês de agosto e 26,8% superior ao de setembro de 2005.
No acumulado do ano, as vendas registraram 940.193 unidades, o que significa alta de 23,9% em relação às 758.701 motocicletas comercializadas no mercado interno no mesmo período do ano passado.
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Exportações
Assim como ocorreu com a produção e com as vendas ao mercado interno, as exportações de veículos de duas rodas apresentaram queda no mês de setembro, na comparação com agosto. No total, 13.504 unidades foram vendidas ao mercado externo, 10,7% a menos que no mês anterior (15.115).
Já no acumulado de janeiro a setembro deste ano, a queda nas exportações foi menor, de 6,6%, frente ao mesmo período do ano passado. Nos nove primeiros meses do ano, apenas 133.650 motocicletas foram vendidas a outros países.
Previsões
Para este ano, a Abraciclo estima um crescimento de 12% nas vendas de veículos de duas rodas ao mercado interno e uma queda de 6% nas exportações, frente aos resultados obtidos em 2005.
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Para o presidente da entidade, o câmbio desfavorável continua refletindo nos números do comércio internacional. “No entanto, as montadoras continuarão com os esforços para manter os mercados conquistados”, informa.