Procon aponta diferença de 504% nas tarifas bancárias

Maior diferença é na taxa de renovação de cadastro de cheque especial, em seguida fica a renovação de conta comum, com variação de até 300%

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SÃO PAULO – Os brasileiros precisam pesquisar muito na hora de escolher o seu banco, não bastasse o forte aumento das tarifas bancárias, que segundo o levantamento anual da Fundação Procon de 2002, chegaram a dobrar em um ano, as diferenças entre os preços cobrados pelos bancos é enorme.

Desta forma, o correntista deve analisar quais os serviços que mais usa e comparar os preços cobrados pelos principais bancos de varejo do país. Vale lembrar que o preço dos serviços prestados pelos bancos é livre desde 1997, de forma que qualquer reajuste praticado não pode ser considerado ilegal. Exatamente por isto, o consumidor deve ficar bastante atento ao seu extrato bancário, para não acabar gastando mais do que precisa.

Maior diferença foi para renovação de cadastro

Assim como aconteceu em março, dentre os produtos e serviços oferecidos pelos treze bancos comparados pela pesquisa, o Procon levantou que a maior diferença entre tarifas cobradas ficou com a renovação do cadastro de conta especial, que atingiu 504,44%. Em seguida veio a renovação de cadastro de conta corrente comum, cuja diferença em tarifa foi de 300%.

Enquanto o Banco do Brasil cobra apenas R$ 9, a menor tarifa para executar esse serviço, o Banco Real exige o pagamento de R$ 54,40 de seus clientes para renovar o cadastro, R$ 45,40 a mais que o banco estatal, ou 504%. Já o Itaú isenta seus clientes do pagamento para operações inferiores a R$ 20 mil, cobrando R$ 15 a partir desse valor.

Re-emissão de cartão magnético varia até 291%

Caso você seja descuidado e perca com freqüência seu cartão do banco, deve ficar atento para o valor que é cobrado a cada nova solicitação de cartão magnético, pois a diferença levantada pelo Procon para esse serviço atinge 291,3%.

A contratação e a renovação do cheque especial registraram uma diferença maior em setembro do que em março. Assim, enquanto em setembro estas tarifas diferiam em até 207,69% em março esta diferença, ainda que significativa, era bem menor, de 140%. Entre março e setembro quatro dos 13 bancos analisados optaram por aumentar esta tarifa.

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Finalmente, os serviços eletrônicos, que incluem tarifa pelo extrato em terminal registraram uma diferença bem menor do que no último levantamento em março. Enquanto em março esta tarifa diferia em até 242,5%, no último levantamento a diferença apurada foi de 62,50%. Além disto, apenas cinco bancos promoveram reajustes destas tarifas no período, dos quais dois acabaram reduzindo a taxa cobrada.

Tabela deve ser afixada com 30 dias de antecedência

De acordo com o novo Código de Defesa do Cliente Bancário, os bancos são obrigados a afixar a tabela de tarifas bancárias com 30 dias de antecedência da data de vigência, em lugar de fácil visualização.

Se a instituição financeira não cumprir essa regra ou não praticar as tarifas divulgadas, o consumidor deve denunciar o fato ao Procon e ao Banco Central para que sejam tomadas as providências.

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O estudo envolveu 41 produtos e serviços de 13 instituições: HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Bilbao Vizcaya Brasil – BBV, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Banco Real, Unibanco, BCN e Mercantil de São Paulo. O levantamento é realizado semestralmente, em março e setembro, e busca dar ao consumidor uma idéia mais clara das variações dos preços dos serviços bancarios.