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SÃO PAULO – O primeiro exemplo do ônibus brasileiro movido a hidrogênio deve começar a funcionar no segundo semestre deste ano, segundo o diretor-presidente da EMTU-SP (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), José Ignácio Sequeira de Almeida.
A recente chegada do eletrolisador representa mais um passo para o funcionamento do ônibus, pois o equipamento constituirá a estação de produção de hidrogênio para abastecimento do veículo.
Objetivo
O diretor-presidente da EMTU-SP acredita que a busca pela proteção do meio ambiente é o grande mote na escolha do ônibus a hidrogênio. “Com uma frota de quatro mil veículos na região metropolitana de São Paulo, uma contribuição da empresa para a proteção ambiental são veículos não-poluentes, exigindo isso de nossos operadores”, lembra Almeida.
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O projeto do ônibus a hidrogênio, lançado em 2006, está avaliado em US$ 16 milhões e conta com o apoio do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), GEF (Global Environment Facility) e Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).
A expectativa é que o custo final de um novo ônibus em produção industrial seja intermediário entre o elétrico e o movido a diesel. Após a realização dos testes com o primeiro protótipo, a previsão é de que ao menos outros quatro sejam produzidos até 2010.
Produção
Além do eletrolisador, a estação de produção e abastecimento do ônibus a hidrogênio é constituída por um compressor de hidrogênio (procedente do Canadá), tanques de armazenagem do combustível (vindos dos Estados Unidos) e um abastecedor (também canadense).
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O compressor é responsável pela pressurização do hidrogênio. Os tanques servem para reservar a quantidade de hidrogênio necessária para abastecimento de determinado número de ônibus. O abastecedor é o elemento que realiza a transferência do hidrogênio, por meio de cabos e mangueira, para o veículo.
Hidrogênio
O hidrogênio produzido no eletrolisador possui 99,999% de pureza, sendo que a alta qualidade do produto determina a eficiência da célula do ônibus.
Uma das vantagens do eletrolisador é que ele pode funcionar fora dos horários de pico de consumo – das 7h às 9h e das 17h às 20h – evitando sobrecarga no sistema elétrico, ao contrário do que ocorre com o ônibus elétrico.