Previsões do Copom de alta nas contas de telefonia e luz ficam estáveis em junho

Tarifas destes serviços devem encarecer, respectivamente, 8,6% e 10,8% em 2005, segundo ata da última reunião do comitê

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária), em sua reunião de junho, decidiu manter estáveis suas projeções de alta para este ano das tarifas de telefonia fixa e de energia elétrica residencial. Segundo ata do último encontro, divulgada nesta quinta-feira (23), os reajustes, como previsto em maio, serão de 8,6% e 10,8%, respectivamente.

O comitê também não modificou sua previsão de alta nos custos do conjunto total de itens administrados por contrato e monitorados em 2005. Em junho, a projeção ficou estável em 7,3%. Vale lembrar que este pacote de itens teve peso de 29,7% no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês passado.

Ainda de acordo com o documento do Copom, os preços da gasolina e do botijão de gás provavelmente não devem subir este ano. Esta expectativa de variação nula nos custos destes produtos se repete desde o começo do ano.

Aumento menor em 2006

Para 2006, o Copom revisou para cima a expectativa de aumento dos custos do conjunto dos serviços administrados por contrato. Em sua última reunião, a autoridade monetária estabeleceu a projeção de 5,7% de alta no ano que vem, contra 5,1% previstos em maio. Apesar desta variação, o encarecimento aguardado em 2006 ainda se mantém em patamar abaixo da elevação que se espera este ano: 7,3%.

Segundo Copom, esta perspectiva de reajuste nos preços administrados para 2006 baseia-se em um modelo de determinação que considera componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo IGP (Índice Geral de Preços).