Presidente da EPE descarta o racionamento de energia elétrica até 2015

Mesmo com o crescimento do consumo, não haverá risco de atendimento à demanda. Por isso, o uso da energia está liberado

Publicidade

SÃO PAULO – Durante audiência pública da Comissão de Minas e Energia, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tiomno Tolmasquim, descartou o racionamento de energia até 2015, além de liberar o consumo.

Segundo ele, mesmo com o crescimento do consumo previsto no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica 2006-2015, não haverá risco de atendimento à demanda.

De acordo com o plano, o consumo deve triplicar nos próximos dez anos, considerando-se um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,2% ao ano.

Racionamento mudou hábitos

A estimativa de consumo por habitante no Brasil este ano é de 1.846 quilowatts/hora. Já em 2015, pode chegar 6.051 quilowatts/hora. De acordo com o plano, o consumo para os setores comercial e residencial deve crescer 6,8% e 5,5% ao ano, respectivamente.

Isso porque o racionamento de energia, ocorrido entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, mudou os hábitos do brasileiro. Com isso, os níveis de consumo de energia elétrica antes do cancelamento só voltarão a ser atingidos em 2013.

Novas usinas

Segundo o presidente da EPE, as novas usinas construídas no País, em obras ou fase de motorização, farão com que o risco de déficit de energia seja bem menor do que 5%, que é o máximo admitido pelo critério de segurança.

Continua depois da publicidade

Até 2010, por exemplo, o risco deve ser de 2,8% na região Norte e de 2,3% na região Sudeste. Além disso, Tolmasquim reforçou que, a partir de 2008, Acre e Rondônia passarão a fazer parte do sistema interligado nacional. Em 2012, o mesmo acontecerá com Manaus.

Nos próximos dois anos, o governo planeja instalar 41 mil quilômetros de linhas de transmissão. O investimento nesta área será de quase R$ 40 bilhões de reais nos próximos dez anos.

Com informações da Agência Câmara.