Publicidade
SÃO PAULO – De acordo com pesquisa realizada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), com 851 pessoas no serviço de recuperação de crédito, em primeiro lugar na intenção de compras neste Natal estão os eletrodomésticos, presente de alto valor agregado.
Para a surpresa geral, diferente do que acontecia nos anos anteriores, em segundo lugar não estão peças de roupa e calçados, mas automóveis. “Com o décimo terceiro disponível e ofertas, o brasileiro já está entrando na compra do zero quilômetro”, afirmou o economista da associação, Emílio Alfieri.
Intenção de compra
A terceira posição é ocupada pelos móveis. As peças de roupa e calçados se encontram apenas no quarto lugar, de acordo com a tabela abaixo:
| Produto | Intenção de compra |
| Eletrodoméstico | 29% |
| Automóveis | 16% |
| Móveis | 14% |
| Roupas/Calçados | 13% |
| Material de construção | 7% |
| Celular | 5% |
| Produtos de Informática | 3% |
| Outros | 13% |
Fonte: ACSP
Ainda de acordo com Alfieri, a intenção de gasto para o final de ano será de R$ 30 e R$ 40 para quem pagar com dinheiro, de R$ 70 para o consumidor que pagar com cheque e de R$ 300 a R$ 500, ou até mais, quando a forma de pagamento for o crediário.
“Mas é difícil saber qual será o tíquete médio, já que este Natal será de lembrancinhas e também de presentões. O que se sabe é que a forma de pagamento mais usada ainda é o dinheiro, e as compras são feitas, em sua maioria, à vista”, afirmou.
Continua depois da publicidade
Presentinho ou presentão
De acordo com o economista, o Natal de 2007 será repleto de presentinhos e de presentões. “Em novembro, a intenção de compra a prazo cresceu 7,3%, e as compras à vista, 7,1%, praticamente empatados. No ano passado, que teve Natal de lembrancinha, em novembro a intenção de compra a prazo cresceu 1,5%, que tem valores maiores de aquisição, e à vista, 4,8%”, disse.
O movimento do comércio, na data comemorativa, deverá crescer em torno de 7%. Dentre os motivos para o aumento, Alfieri aponta a alta oferta de crédito, a diminuição, mesmo que lenta, da taxa de juros, a alta da massa salarial e a valorização do real, que estimula a compra de importados.
“Além disso, tem o maior prazo de pagamento, que chega a 84 meses no caso dos carros, o que estimulou a intenção de compra do presente”, disse.