Preços no varejo voltam a subir em SP, mas sem muita força, segundo Fecomercio

O aumento de 0,24% em janeiro ficou acima do observado em dezembro, quando a inflação medida pelo IPV foi de 0,19%

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SÃO PAULO – Os preços no varejo voltaram a subir na cidade de São Paulo em janeiro. A variação positiva de 0,24% em base mensal ficou pouco acima do resultado observado em dezembro, quando a inflação medida pelo IPV (Índice de Preços no Varejo) havia sido de 0,19%. Já entre janeiro de 2005 e de 2006, a alta é de 2,60%.

A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (08), é realizada mensalmente pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo a entidade, não há previsão de alterações significativas nos preços durante os próximos meses. A razão seria a estabilização do dólar e a pouca variação das tarifas ao longo do ano, indicadores que influenciam a cadeia produtiva de uma série de produtos.

Desempenho dos grupos

Ainda de acordo com o levantamento da Federação, o resultado apurado em janeiro decorreu principalmente do comportamento inflacionário notado em alguns segmentos como Combustíveis e Lubrificantes (1,74%), Material de Construção (0,95%), Eletrodomésticos (0,91%), Jornais e Revistas (0,89%) e Livrarias (0,85%).

Em relação aos combustíveis e lubrificantes, a razão para a alta dos preços está na entressafra da cana-de-açúcar, que elevou os custos do álcool hidratado e do álcool anidro, que é misturado à gasolina.

O aumento do petróleo no mercado externo, por sua vez, refletiu no preço dos lubrificantes, e também dos materiais de construção, considerando que muitos deles usam o petróleo como matéria-prima.

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Sobre os eletrodomésticos, a pesquisa mostra que a alta dos preços é influenciada pelas novidades lançadas no mercado, típicas de início de ano.

Alimentos

Apesar de terem registrado aumentos menos significativos, os grupos supermercados (0,10%) e feiras (0,46%) também possuem peso importante no bolso do consumidor.

No mês de janeiro, os cereais (3,36%), tubérculos (5,41%), verduras (3,37%) e frutas (1,95%) ficaram mais caros nos supermercados. Já nas feiras, o comportamento dos preços foi diferente: tubérculos (1,18%), verduras (5,35%) e frutas (1,18%).

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Por conta do aumento da oferta no mercado interno após a descoberta de focos de febre aftosa, a carne bovina teve seu preço reduzido em 2,85% nos supermercados e 3,72% nos açougues em janeiro. As aves, por sua vez, ficaram 7,73% mais baratas nos supermercados, 5,70% nos açougues e 2,69% nas feiras livres.