Preços do álcool continuarão nos mesmos patamares até setembro, prevê Unica

Exportação, competitividade do combustível em relação à gasolina e produção de açúcar respondem pelos preços atuais

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SÃO PAULO – Os preços do álcool continuaram em alta para o consumidor, apesar de o País já atravessar a safra da cana-de-açúcar.

De acordo com o diretor-técnico da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), Antonio de Pádua Rodrigues, as principais razões para isso é a importação do produto por parte dos norte-americanos, a maior produção de açúcar e a boa competitividade do combustível em relação à gasolina.

Americanos pagam mais

A previsão é de que os preços nos postos permaneçam como estão pelo menos até setembro próximo. Rodrigues explica que os EUA pagam até 20% a mais do que os brasileiros, o que diminui a oferta do produto por aqui.

As usineiros também vêm destinando uma parcela maior da cana para a produção do açúcar, uma vez que sua atual cotação tem oferecido lucros maiores que o álcool.

Mercado interno

No mercado interno, o consumo continua aquecido em decorrência do aumento da frota de veículos bicombustíveis.

“O alto preço do petróleo no mercado internacional também valoriza o álcool”, afirma Rodrigues. O preço do barril está sendo cotado atualmente a US$ 74,05 em Londres e a US$ 73,54 em Nova York. Para o especialista, o preço atual do álcool “ainda é competitivo em relação ao da gasolina”.