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SÃO PAULO – De acordo com o resultado da pesquisa realizada pelo Dieese e Procon em 70 supermercados de São Paulo, a variação nos preços dos produtos componentes da cesta básica foi inferior à inflação em 2003. Nesse ano, os 31 produtos da cesta básica registraram um aumento de 3% em média em seus preços, enquanto a inflação medida pelo IPC da Fipe, que será divulgado na próxima semana, deverá ser de 8,08%, segundo dados do Relatório Focus do Banco Central.
Vale destacar que em 2002 o aumento nos preços desses produtos foi de 31,73%, bem acima da inflação de 9,59% medida pelo IPC da Fipe naquele mesmo ano. O destaque dentre os componentes da cesta básica em 2003 ficou com os alimentos, que impediram a elevação dos preços médios da cesta básica. Com relação ao desempenho mensal, a cesta básica registrou uma elevação de 2,4% em seu preço médio no mês de dezembro, passando de R$ 209,63 para R$ 214,66.
Preços dos alimentos sobem apenas 0,51%
A supersafra de grãos e a queda da renda da população brasileira em 2003 acabaram impedindo uma forte alta nos preços dos alimentos. No referido ano, os preços de produtos alimentícios da cesta básica registraram um crescimento em seus preços de 0,51%, bem abaixo da elevação de 36,68% observada no ano de 2002.
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Dentre as quedas de preços dos alimentos, o destaque ficou com o do feijão. Em 2003, esse produto registrou uma queda de 32,75% em seus preços, devido a um aumento de sua oferta nos supermercados. Essa elevação da produção de feijão foi estimulada pela alta em seu preço no ano anterior, quando apresentou um crescimento de 75%.
Além disso, a farinha de trigo registrou uma queda de 27,27% em seus preços, refletindo uma menor pressão do dólar, a safra nacional recorde e a queda nos preços do produto no mercado mundial. No entanto, outros alimentos apresentaram um grande reajuste em seus preços no ano de 2003, como o arroz.
A redução da oferta e dificuldades da exportação do arroz levaram à elevação de 28,28% em seu preço no último ano. Para se ter uma idéia, um pacote de cinco quilos do tipo beneficiado de segunda chegou a R$ 9,30 em 2003, enquanto no final do ano anterior era de R$ 7,25. Além disso, o café também apresentou uma alta significativa em seus preços, registrando no referido período uma alta de 24,75%.
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Produtos de limpeza e higiene sobem mais que inflação
Por outro lado, os produtos de limpeza e higiene pessoal registraram alta em seus preços no ano de 2003, o que se deve aos custos dos juros elevados e aos altos preços das matérias primas importadas. Assim, o sabão em barra registrou uma alta de 28,95% em seus preços em 2003, mas essa continuou abaixo da registrada em 2002, que foi de 31%.
No setor de higiene pessoal, o preço do sabonete subiu 25%, enquanto o do desodorante registrou uma variação positiva de 20,98% e o absorvente aderente um aumento de 11,02%. O único produto nesse grupo a registrar uma alta em seus preços abaixo da inflação foi o papel higiênico, com uma variação positiva de apenas 3,03%.