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SÃO PAULO – O preço do botijão de gás pode ficar mais caro nos próximos meses com o inverno europeu. Esta é a previsão do presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Lauro Muniz Costa.
Proposta a desvinculação dos preços
Costa admitiu que pelo fato de o preço do GLP, o gás de cozinha, ser atrelado ao preço praticado no mercado internacional, o aumento típico do preço do gás nos países da Europa durante o inverno deverá influenciar os preços do produto no Brasil.
O presidente da Sindigás disse ainda que o problema só pode ser resolvido caso a Petrobras opte por modificar a política de paridade com os preços praticados no mercado internacional. Ele ressaltou também que o governo federal tem analisado possibilidades de que efetivar a desvinculação dos preços. Caso isto não ocorra, o mais provável é que os consumidores sejam penalizados com uma nova alta do preço do gás de cozinha.
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Para se ter uma idéia da dimensão da utilização do produto no país, basta dizer que o Brasil é o quinto maior mercado mundial de gás de cozinha, produto este que é consumidor por quase todas a população brasileira: 95% do total. Anualmente, são produzidas 6 milhões de toneladas do produto, o que sugere que sua utilização é maior até mesmo do que o consumo de energia elétrica e esgoto.
Outro fator levantado por Costa, que influencia no preço do gás, diz respeito ao aumento da carga tributária do setor. De acordo com o representante do setor, as distribuidoras brasileiras trabalham com uma margem de lucro 25% do que a média da América Latina, de forma que não é o preço alto que lhes interessa, mas sim a redução da carga tributária sobre o produto.
Formação de cartel
Sobre a informação de que existiria a formação de cartel no setor, o presidente da Sindigás negou a acusação e alegou que existe uma competitividade natural no setor, ao passo que existem cerca de 100 mil postos de venda no país.
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Segundo ele, há 16 empresas que dominam o mercado de distribuição de GLP, que repassam o produto para mais de 15 mil revendedores, possibilitando assim ao consumidor que este tenha liberdade de escolher em qual empresa deseja comprar.
No que se refere à redução do preço do botijão de gás, Muniz Costa descartou qualquer possibilidade de baixar o preço do produto aos consumidores. No lugar disso, ele sugeriu ao governo federal que aumento o valor dos recursos destinados ao programa vale-gás, que hoje atende nada menos do que 9,5 milhões de famílias brasileiras.