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SÃO PAULO – O preço dos automóveis usados aumentou pela segunda vez consecutiva neste ano. De acordo com a pesquisa realizada pela Agência Autoinforme em parceria com a Molicar, houve alta de 0,05% em agosto, depois de uma valorização de 0,08% em julho, a primeira em vinte cinco meses.
Apesar de pequena, a alta modifica a trajetória de queda verificada desde maio de 2005.
Variações
No oitavo mês do ano, o preço dos carros usados de fabricação nacional subiu 0,14%, e o dos importados caiu 0,57%. No acumulado do ano, até agosto, os automóveis importados estão 10,81% mais baratos e os nacionais tiveram desvalorização de 3,95%.
O levantamento, que compara os veículos com até dez anos de uso, entre 1998 e 2007, mostra ainda que somente os modelos 2007 produzidos no Brasil diminuíram de valor, enquanto nos demais anos foi registrada alta, com destaque para 2004 (+0,30%). Já entre os importados, todos ficaram mais baratos. Na tabela a seguir, é possível conferir as variações de preço em agosto:
| Evolução do preço do carro usado | ||||
| Ano-modelo | Nacionais | Importados | ||
| 2007 | -0,16% | -0,24% | ||
| 2006 | +0,12% | -0,84% | ||
| 2005 | +0,15% | -0,8% | ||
| 2004 | +3% | -0,72% | ||
| 2003 | +0,17% | -0,67% | ||
| 2002 | +0,19% | -0,41% | ||
| 2001 | +0,26% | -0,25% | ||
| 2000 | zero | -0,22% | ||
| 1999 | +0,15% | -0,42% | ||
| 1998 | +0,14% | -0,41% | ||
Fonte: Autoinforme
Por montadora, os carros usados da Chevrolet foram os que apresentaram maior aumento de preço em agosto (+1,05%). Em seguida, como destaques de valorização, aparecem os modelos da Citroën (+0,57%) e os da Peugeot (+0,43%).
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Por outro lado, os veículos da Ford e da Audi tiveram a maior desvalorização, de -0,09% e -0,32%, respectivamente.
Financiamentos
De acordo com os dados pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp), no oitavo mês do ano, 70% dos negócios envolvendo carros usados foram realizados com algum tipo de financiamento, o que representa uma pequena queda de um ponto percentual frente a julho.
Em contrapartida, o prazo médio dos financiamentos aumentou no período, de 45 para 47 meses.
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O saldo financiado, por sua vez, cresceu um ponto percentual entre julho e agosto deste ano, passando de 78% para 79% do valor do negócio. Já as trocas caíram 6 pontos percentuais no período, indo de 55% para 49%.
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