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SÃO PAULO – Os aluguéis residenciais na cidade de São Paulo subiram 0,6% no mês de novembro, em relação aos preços cobrados em outubro.
No acumulado dos últimos doze meses, a elevação é de aproximadamente 5%, taxa menor que a da inflação medida pelo IPCA (7,24%). Estes dados fazem parte de pesquisa mensal realizada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) com base nos resultados de 155 imobiliárias da capital paulista.
Considerando-se as características dos imóveis, aqueles de três dormitórios foram os que apresentaram maior aumento no valor dos aluguéis, registrando elevação de 1% na comparação com outubro. Já os preços pagos nas locações de unidades de quatro dormitórios subiram 0,6%, enquanto os empreendimentos de apenas um dormitório não verificaram acréscimo nos custos.
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Segundo o vice-presidente de Locação da entidade, Sergio Luiz Abrantes Lembi, parte desta elevação pode ser atribuída ao aquecimento da atividade econômica, o que estimulou a demanda e contribuiu para o aumento do preço do aluguel.
Equilíbrio frente a outubro
Em relação à quantidade de contratos de locação firmados em novembro, a pesquisa do Secovi aponta estabilidade no confronto com números de outubro. Cerca de um terço das imobiliárias observadas apresentou aumento do volume locado; outro terço das empresas indicou redução, e a última parcela se manteve em equilíbrio.
Para se ter uma idéia, ao se analisar somente o mercado de apartamentos, 53% dos entrevistados responderam que o número de locações não se alterou entre outubro e novembro. Quanto à oferta de novas unidades, 49% dizem que também permaneceu no mesmo patamar.
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Regionalmente, 53% das imobiliárias da região central da cidade apresentaram aumento de locações, taxa superior à verificada na zona Sul, onde o incremento ocorreu para apenas 42% das empresas.
Parceria
A pesquisa do Secovi-SP mostra também que o estado de conservação de muitos imóveis está abaixo do esperado pelos locatários. Apenas 70% das casas e sobrados avaliados apresentavam boas condições físicas, taxa que é mais favorável entre os apartamentos, em que 83% estavam bem conservados.
Para melhorar esta situação, o Secovi-SP e o banco Bradesco firmaram parceria que abre uma linha de crédito de R$ 30 milhões para que proprietários de imóveis de aluguel possam financiar a reforma.
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Com limite máximo de empréstimo de R$ 10 mil, a linha de crédito tem carência de 120 dias, prazo de pagamento de até 24 meses e juros mensais de 1,98%. Os interessados precisam ser apresentados ao banco por alguma imobiliária filiada ao Secovi-SP, e também devem ser clientes do Bradesco. O financiamento cobre gastos com material e mão-de-obra.