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SÃO PAULO – Diante do cenário atual de demanda e oferta, não há justificativas para aumentos elevados no preço do álcool, apesar das oscilações ocorridas no final de 2006 motivadas pelo período entressafras.
A afirmação foi feita pelo ministro Luís Carlos Guedes Pinto (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), depois de audiência realizada no Palácio do Planalto, na quarta-feira (04), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Começamos o ano com um estoque de passagem de 4,78 bilhões de litros e temos uma previsão de chegar no início da safra com cerca de 500 milhões de litros. Isso nos permite afirmar que temos um volume confortável par atender o consumo, sem qualquer tensão na regularidade do abastecimento”.
Aumentos normais
De acordo com o ministro, os reajustes já registrados em 2006 estavam dentro dos parâmetros normais do mercado. “Como qualquer outro produto de origem agrícola, o valor do álcool incorpora os custos de carregamento do estoque e está sujeito aos efeitos da sazonalidade”.
Os reajustes feitos até então foram causados porque o preço do álcool estava relativamente favorável em comparação com o da gasolina, devido ao crescimento da demanda por causa do período de festas de fim de ano e férias escolares, o aumento da frota de carros flex-flue (bicombustível) – 2,5 milhões de veículos – e a substituição do transporte aéreo pelo rodoviário com o caos nos aeroportos.
Bicombustíveis
Ainda de acordo com Guedes, os motoristas com carros bicombustíveis podem ajudar no controle de demanda.
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“A dimensão da frota de veículos “flex-fuel”, em que os motoristas podem escolher o combustível (álcool hidratado ou gasolina), de acordo com os preços desses produtos, cria um mecanismo automático de regulação de preços para o etanol. Isso porque, em caso de aumento exagerado das cotações, eles têm a alternativa de migrar para o combustível que tiver um valor mais vantajoso, no caso a gasolina.”
Gasolina
É importante ressaltar, segundo o ministro, que o álcool composto em 23% na gasolina é o anidro, o qual tem mantido preços estáveis, sem qualquer pressão de aumento de preço. “Esse é mais um indicador para comprovar que os aumentos do produto hidratado, usado como combustível direto, está relacionado a fatores ocasionais”.