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SÃO PAULO – Foi divulgado nesta terça-feira, dia 03 de fevereiro, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), a Pesquisa Nacional da Cesta Básica referente ao mês de janeiro, que revelou que, no período, houve um aumento dos preços da ração essencial mínima em todas as capitais pesquisadas.
Cesta básica em Porto Alegre é a mais cara
Mantendo o resultado apurado em meses anteriores, a cesta básica em Porte Alegre mais uma vez foi considerada a mais cara do país, sendo que em janeiro seu custo foi de R$ 172,05, variação positiva de 1,74% sobre dezembro.
Já São Paulo, mantendo sua colocação no ranking, ficou em segundo lugar, com o custo da cesta em R$ 171,03, representando um aumento de 3,79% frente a dezembro, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 166,88).
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Como vem acontecendo nas últimas pesquisas do Dieese, novamente na região do Nordeste foram encontradas as cestas mais baratas. No mês passado, os menores preços foram apurados em Fortaleza (R$ 135,79), Recife (R$ 136,30) e João Pessoa (R$ 136,50).
A cesta básica em Natal foi a que apresentou maior alta de seu preço no mês passado, com variação positiva de 10,49%, seguido de Salvador (10,04%), também com variação elevada. As menores variações puderam ser encontradas em Curitiba (0,86%), Porto Alegre (1,74%) e São Paulo (3,79%).
Variações entre janeiro de 2003 e janeiro de 2004
No que se refere às variações entre janeiro de 2003 e o mesmo mês deste ano, nenhuma das 16 capitais pesquisadas apresentou variação de preços negativa. Assim, as maiores variações ocorreram no Rio de Janeiro (10,71%), Natal (10,0%), Salvador (8,42%) e João Pessoa (8,36%). Já as menores variações anuais foram apuradas em Florianópolis (2,16%), Fortaleza (2,56%) e Goiânia (3,57%).
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Tomate: mais caro em todas as capitais
De acordo com o levantamento, a alta de preço verificada na pesquisa da cesta básica de janeiro decorreu principalmente no aumento do preço do tomate, que subiu em todas as 16 capitais analisadas. Outros oito produtos também ditaram a alta da cesta no mês passado, porém em proporções mais modestas.
A maior alta registrada no preço do tomate chegou a 101,89%, em Brasília. Por sua vez, a carne bovina subiu até 10,82% e o arroz, até 9,25%. Vale destacar que o aumento do preço da carne deveu-se ao maior volume de exportações do produto.
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Somente o açúcar se destacou pela predominância de recuo de preços, comportamento verificado em treze capitais. A retração mais significativa foi registrada em Vitória, onde a queda nos preços foi de 14,18%.