Prazos menores em financiamentos exigem planejamento do consumidor

Maior seletividade das concessão de crédito e prazos mais curtos fazem consumidor brasileiro sentir efeitos da crise no bolso

Publicidade

SÃO PAULO – Os efeitos da crise internacional estão cada vez mais presentes na vida do consumidor brasileiro, principalmente no que diz respeito ao crédito e ao consumo.

De acordo com a pesquisa mensal de juros da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgada nesta quinta-feira (11), além das taxas de juros, que subiram pela sétima vez consecutiva, a maior seletividade das instituições financeiras no crédito, as restrições aos financiamentos e a redução dos prazos têm segurado as compras dos brasileiros.

No segmento de veículos, por exemplo, segundo a associação, a maioria dos anúncios, anteriormente, era para prazos de 60 a 72 meses. “Hoje, os mesmos são para prazos entre 36 a 48 meses. Além disso, as instituições financeiras já começam a exigir entrada de 10% a 20% nos novos financiamentos”, afirma a entidade, no documento de divulgação.

Estude no exterior

Faça um upgrade na carreira!

“Para financiamento de bens diversos, anteriormente a maioria dos anúncios era para 24 meses e hoje apresenta, em sua maioria, prazo de 12 meses”, completa.

Prazo máximo

Segundo a associação, os prazos máximos de financiamentos estão cerca de 12 meses menores.

No caso de veículos, por exemplo, os prazos máximos passaram de 72 meses em agosto/2008 para 60 meses em novembro/2008. Para os bens diversos, como linha branca, linha marrom, móveis e computadores, o prazo passou de 36 meses em agosto/2008 para 24 meses em novembro/2008.

Continua depois da publicidade

Essa redução impacta diretamente no bolso do consumidor. Com os prazos mais alongados, as parcelas ficavam menores e era possível inseri-la no orçamento mensal. Atualmente, com prazos menores, as parcelas aumentam, exigindo maior planejamento do consumidor na hora das compras.

Na ponta do lápis

A tabela abaixo mostra a diferença no valor da parcela, tomando como base os prazos máximos divulgados pela associação para a compra de um veículo.

Neste exemplo hipotético, utilizaremos valores diferentes de financiamentos, com taxa de 1,5% ao mês.

60 meses 72 meses
Valor financiado R$ 20 mil R$ 25 mil R$ 35 mil R$ 20 mil R$ 25 mil R$ 35 mil
Parcela R$ 507,87 R$ 634,84 R$ 888,77 R$ 456,16 R$ 570,19 R$ 798,27

Vale lembrar que, quanto menor o prazo, se mantida a taxa de juro, maior é a parcela mensal, mas, no final, menor é o montante total despendido.

Assim, mais do que se preocupar com o valor da parcela, esse é o momento de fazer uso consciente do crédito e avaliar, além do gasto mensal, taxa de juros, prazo, valor final e demais encargos. Todas essas variáveis fazem a diferença, quando o assunto é compra parcelada.