Praticidade aumenta o interesse de brasileiros em celulares com internet

Para empresa de consultoria, os dispositivos móveis podem contribuir para aumentar a penetração da internet no país

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SÃO PAULO – O brasileiro está mais disposto a utilizar o celular como uma ferramenta de acesso à internet devido à sua praticidade. Para a diretora de estratégia e inteligência da consultoria Predicta, Cláudia Woods, essa é uma alternativa para aumentar a penetração da internet nas mais diversas classes sociais.

“As operadoras precisam estar atentas a esse movimento e à questão do custo do tráfego de dados”, afirma Woods. “Percebemos que cada vez mais o aparelho se consagra como tecnologia de massa no país”, completa.

Segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o Brasil já possui 125 milhões de celulares, sendo que cerca de 70% permitem o acesso à rede.

Qualidade do serviço atrai mais usuários

A diretora também destaca o iPhone que, no acesso à internet, proporciona aos usuários uma experiência mais próxima à de um computador convencional. “Os usuários do iPhone ignoram até o fator custo, pois têm uma experiência prazerosa na navegação, o que hoje outros aparelhos não possibilitam”, afirma.

Devido a isso, Woods acredita que os usuários ficarão mais exigentes na escolha do browser da navegação. “Hoje, os aparelhos disponíveis não carregam as páginas por meio de flash, tecnologia utilizada pela maioria dos sites. Se as empresas não estiverem atentas a essas mudanças, perderão um importante meio de divulgação de sua marca”, alerta.

Recentemente, a América Móvil anunciou um acordo com a Apple para trazer o iPhone para o Brasil, pela operadora Claro, ainda este ano. Porém, segundo a Predicta, os brasileiros não estão dispostos a esperar. Entre março e abril deste ano, foram contabilizados mais de 330 mil acessos à internet via iPhone no país, um crescimento de mais de 1% ao dia.

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A consultoria também informa que houve mais de 600 mil acessos à rede via dispositivos móveis entre o terceiro e o quarto mês do ano, um crescimento de 46%.