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SÃO PAULO – De acordo com um levantamento da PandaLabs, 20% dos cavalos de tróia em circulação são criados para roubo de dados bancários dos usuários de internet.
Os troianos bancários, desenvolvidos para roubar informações de contas, são os mais perigosos e estão apresentando uma rápida evolução em suas técnicas de ataques aos internautas.
Segundo os dados, cerca de 53,6% dos novos exemplares de malware que surgiram em 2006 eram cavalo de tróia e 20% deste total era dedicado ao roubo bancário.
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“Delinqüentes virtuais”
O emprego de medidas de segurança por parte das instituições financeiras torna mais rápida a evolução dos cavalos de tróia bancários.
Os “delinqüentes virtuais” trabalham para criar novas maneiras de quebrar a barreira de segurança e criam novos códigos para obter sucesso nos ataques, como o Banbra DCY, detectado pelo PandaLabs, que realiza captura em vídeos para ver os caracteres que o usuário introduz em um teclado virtual.
Outra técnica comum são os troianos criados para realizar ataques “harmimg”, que consistem em manipular os endereços DNS (Domain Name System), por meio dos quais o usuário visita páginas na web.
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Riscos da internet
Segundo o diretor-executivo da Panda Software Brasil, Eduardo D´Antona, os cavalos de tróia são hoje um dos maiores riscos que a internet apresenta.
“Além disso, os criadores deste tipo de código malicioso tentam conseguir que suas pragas trabalhem totalmente despercebidas, tanto pelos usuários como pelos softwares de segurança”, afirma.
D´Antona conta que um ataque pode ter efeito “gravíssimo” para a economia financeira do usuário e recomenda ao internauta utilizar ferramentas de proteção contra esse tipo de ameaça.