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SÃO PAULO – A portabilidade numérica já está presente em diversos países, como Estados Unidos, México, Reino Unido e Holanda e, de acordo com a Teleco, em todos eles, a concorrência entre as operadoras aumentou com a adoção dessa medida.
No Japão, por exemplo, a portabilidade para o celular, adotada em julho de 2006, ajudou a Softbank a conquistar a liderança em adições líquidas, superando as líderes de mercado NTT DoCoMo e KDDI.
Perda de clientes
Mas a experiência internacional já mostrou que, no longo e médio prazo, a portabilidade é absorvida pelas operadoras, e passa a ter pouca influência na taxa de perda de clientes.
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As regras mudam de país para país, sendo que na Holanda, a mudança de operadora pode demorar semanas, e no Reino Unido chega a custar o equivalente a R$ 80.
Uma enquete da Teleco, feita em seu site e respondida por 943 pessoas antes do início da operação no Brasil, em 1º de setembro, apontou que 31% trocariam a operadora do celular caso pudesse manter o mesmo número. Para o telefone fixo o percentual é de 13%.
Também há aqueles que trocariam tanto a operadora fixa quanto a móvel, representando 25% dos votos. No total, 69% trocariam a operadora, e apenas 31% afirmaram que permaneceriam com a mesma.
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Perspectivas no Brasil
Dos 175,5 milhões de usuários de telefonia fixa e celular do Brasil, cerca de 11,3 milhões devem pedir para trocar de operadora sem precisar mudar o número do telefone no primeiro ano de vigência da portabilidade numérica.
Esse número representa 6,4% do total de consumidores brasileiros. Para o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sardenberg, esse montante deve aumentar nos próximos anos.