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SÃO PAULO – O poder de compra da classe média paulistana foi reduzido em 5,24% no ano passado, de acordo com o ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), medido pela Ordem dos Economistas de São Paulo. No ano anterior, por sua vez, a inflação foi inferior, com índice de 1,90%.
O custo de vida de todas as classes sociais, medido pelo ICV (Índice de Custo de Vida) do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apontou alta de
4,80% no ano passado, o que mostra que a inflação da classe média subiu mais em 2007.
A alta do ano foi influenciada, principalmente, pelo setor de Alimentos, com expressiva inflação de 14,62%. Para as demais classes sociais, o mesmo item foi o que puxou a inflação, com alta de 12,48%. Levando em conta a classe média, Saúde foi outro índice que apresentou aumento de preços, com 5,53%, seguido de Educação (+4,48%), Despesas Pessoais (+4,21%), Transportes (+2,53%) e Habitação (+0,20%). O único item que registrou queda de preços foi Vestuário, com -0,48%.
Análise mensal
Quando levado em consideração o mês de dezembro, a alta de preços para a classe média foi de 0,93%, superior à registrada em novembro, de 0,73%. Alimentação é o destaque novamente, com elevação de 2,14%, em média. As idas ao supermercado ficaram mais caras por causa do feijão (42,33%), do óleo de soja (11,53%) e das carnes suína (6,31%) e bovina (5,59%).
Em Vestuário, a alta foi de 1,52%, por conta dos calçados (2,01%), das roupas infantis (1,78%) e femininas (1,45%). Devido ao fato do preço do álcool ter subido 5,44%, o grupo Transportes apresentou variação média de +0,98%. Despesas Pessoais veio em seguida, com 0,89% de inflação, causada pelos cigarros (3,11%), revistas (5,49%) e artigos de beleza (0,94%).
O grupo Educação pesou mais 0,02% no bolso da classe média paulistana, influenciado pelos preços dos livros didáticos, com alta de 0,16%, e do material escolar, com elevação de 0,11%. As despesas com Habitação, por sua vez, registraram redução de custo de 0,34%. As maiores altas do grupo ficaram por conta dos serviços domésticos (1,95%) e do condomínio (0,71%).
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Pesquisa
Desde junho de 1981, a Ordem calcula mensalmente o custo de vida da classe média no município de São Paulo, tendo como base as despesas das famílias com renda mensal na faixa de 6 a 33 salários mínimos. A partir de julho de 1994, no entanto, foi adotado novo critério, com mudança da faixa de renda de 10 a 40 mínimos.
O cálculo leva em consideração os preços médios do mês atual comparados com os valores médios do mês imediatamente anterior. Portanto, ele não retrata a variação de preços do primeiro ao último dia útil do mês.
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