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SÃO PAULO – O poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,36% em setembro, de acordo com o ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), medido pela Ordem dos Economistas do Brasil. No mês anterior, o índice foi inferior, de 0,32%.
Em setembro, seis dos sete grupos analisados registraram inflação, sendo que a principal vilã da alta foi as Despesas Pessoas, com avanço de 0,72%, puxada, principalmente, pelo preço das revistas (+3,02%).
No acumulado dos últimos 12 meses terminados em setembro, a inflação para a classe média de São Paulo atingiu variação positiva de 6,8%, enquanto no ano ela já subiu 4,97%.
Despesas da classe média
Quando levado em consideração o nono mês do ano, o grupo Habitação também foi destaque, com elevação de 0,63%, em média. As tarifas de telefonia aumentaram 2,39% e de energia elétrica 1,78%, destacando-se também os artigos de limpeza 1,49%.
Por conta do aumento do preço dos serviços médicos (0,43%) e dos remédios e produtos farmacêuticos (0,66%), o grupo Saúde teve variação média positiva de 0,49%. Em Transporte, a alta foi de 0,42%, pelo acréscimo do preço dos combustíveis (gasolina, 0,21%, e álcool, 1,39%), com destaque também para a alta de 1,27% no preço dos seguros.
O grupo Vestuário registrou alta de 0,39%, impulsionado pelos preços das roupas femininas e masculinas (0,76% e 0,71%, respectivamente). Já as roupas infantis (-0,25%) e os calçados (-0,18%) diminuíram seus custos.
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Educação, por sua vez, apresentou alta de 0,09%, resultado da alta de 0,24% no preço dos livros didáticos e de 0,98% no material escolar.
Por outro lado, o grupo Alimentação foi o único que sofreu queda (-0,13%), embora alguns produtos tenham aumentado de preço, como é o caso do limão (+46,81%), açúcar (+2,89%), frango (+1,83%) e carne bovina (+0,99%).
Pesquisa
Desde junho de 1981, a Ordem calcula mensalmente o custo de vida da classe média no município de São Paulo, tendo como base as despesas das famílias com renda mensal na faixa de 6 a 33 salários mínimos. A partir de julho de 1994, no entanto, foi adotado novo critério, com mudança da faixa de renda de 10 a 40 mínimos.
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O cálculo leva em consideração os preços médios do mês atual comparados com os valores médios do mês imediatamente anterior. Portanto, ele não retrata a variação de preços do primeiro ao último dia útil do mês.