Poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,32% em agosto

Inflação é menor do que a registrada em julho, quando foi de 0,49%; habitação puxou a alta de preços do mês

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SÃO PAULO – O poder de compra da classe média paulistana apresentou queda de 0,32% em agosto, de acordo com o ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), medido pela Ordem dos Economistas do Brasil. No mês anterior, a inflação foi superior, com índice de 0,49%.

Em agosto, cinco dos sete grupos analisados registraram inflação. Ao contrário do que vinha acontecendo nos meses anteriores, quando a Alimentação era a principal vilã da alta de preços, em agosto a Habitação foi destaque, com avanço de 0,74%, puxada, principalmente, pela energia elétrica (5,05%).

No acumulado dos últimos 12 meses terminados em agosto, a inflação para a classe média de São Paulo atingiu variação positiva de 6,76%, enquanto no ano ela já subiu 4,59%.

Despesas da classe média

Quando levado em consideração o mês de agosto, o grupo Despesas Pessoais também foi destaque, com elevação de 0,68%, em média. Os cigarros aumentaram 2,10%, serviços pessoais, 1,17%, e bebidas alcoólicas encareceram 0,99%.

Devido ao fato de o preço dos serviços médicos ter aumentado 0,60% e dos remédios, 0,03%, o grupo Saúde teve variação média positiva de 0,43%. Em Transporte, a alta foi de 0,37%, por conta do preço dos combustíveis (gasolina, 0,09%, e álcool, 0,93%).

O grupo Educação registrou alta de 0,03%, resultado da alta de 0,36% no preço dos livros didáticos e de 0,17% no material escolar. Por outro lado, o grupo Alimentação sofreu queda de 0,07%, puxada por legumes (-15,01%) e feijão (-6,20%).

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Vestuário, por sua vez, foi o segundo grupo com queda, de 0,79%, com redução no preço das roupas infantis (-2,39%), masculinas (-1,62%) e femininas (-1,26%). Os calçados apresentaram alta de (1,20%).

Pesquisa

Desde junho de 1981, a Ordem calcula mensalmente o custo de vida da classe média no município de São Paulo, tendo como base as despesas das famílias com renda mensal na faixa de 6 a 33 salários mínimos. A partir de julho de 1994, no entanto, foi adotado novo critério, com mudança da faixa de renda de 10 a 40 mínimos.

O cálculo leva em consideração os preços médios do mês atual comparados com os valores médios do mês imediatamente anterior. Portanto, ele não retrata a variação de preços do primeiro ao último dia útil do mês.