Poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,12% em fevereiro

Inflação é menor do que a registrada em janeiro deste ano, quando foi de 0,56%; em 12 meses, ela atingiu 4,80%

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SÃO PAULO – O poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,12% em fevereiro, de acordo com o ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), medido pela Ordem dos Economistas de São Paulo. No mês anterior, por sua vez, a inflação foi superior, com índice de 0,56%.

A alta de preços mensal foi puxada, principalmente, pelo grupo Saúde, com inflação de 0,63%. O resultado é conseqüência da alta de 0,92% em remédios e produtos farmacêuticos. O preço dos serviços médicos aumentou 0,52%.

No acumulado dos últimos doze meses terminados em fevereiro, a inflação para a classe média de São Paulo atingiu variação positiva de 4,80%, de acordo com os dados.

Despesas da classe média

Quando levado em consideração o mês de fevereiro, Despesas Pessoais também foi destaque, com elevação de 0,30%, em média, ocasionada pelos serviços pessoais (1,25%), bebidas alcoólicas (0,99%), revistas (4,61%) e ingressos de futebol (14,84%).

Em Vestuário, a alta foi de 0,30%, por conta das roupas femininas e masculinas (0,33% e 0,66%, respectivamente). As roupas infantis tiveram redução de 0,44%. Devido ao fato do preço do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) ter aumentado 6,66%, o grupo Habitação teve variação média de +0,20%. Transportes veio em seguida, com 0,14% de inflação, causada pelos reajustes no transporte público.

O grupo Educação permaneceu estável, com redução de 0,13% em materiais escolares e alta de 0,11% nos livros didáticos. Depois de meses liderando a inflação, o grupo Alimentação teve queda de 0,19%, em média. As idas ao supermercado ficaram mais baratas, devido aos produtos in natura (-1,83%), à carne bovina (-1,71%), suína (-2,40%) e de frango (-5,55%).

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Pesquisa

Desde junho de 1981, a Ordem calcula mensalmente o custo de vida da classe média no município de São Paulo, tendo como base as despesas das famílias com renda mensal na faixa de 6 a 33 salários mínimos. A partir de julho de 1994, no entanto, foi adotado novo critério, com mudança da faixa de renda de 10 a 40 mínimos.

O cálculo leva em consideração os preços médios do mês atual comparados com os valores médios do mês imediatamente anterior. Portanto, ele não retrata a variação de preços do primeiro ao último dia útil do mês.