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Planos de saúde poderão cobrir gastos com vacina

Gastos com vacinação do segurado e seus dependentes seriam cobertos; operadoras ganhariam com queda dos gastos com tratamentos

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SÃO PAULO – Quem tem filhos pequenos sabe que vacinar seus filhos na rede privada é bastante caro. No centro de vacinação da maternidade São Luiz, em São Paulo, por exemplo, o custo de uma vacina, contra Catapora, Sarampo, ou Pólio, pode custar cerca de R$ 200.

Se considerarmos que nos primeiros três anos de vida de uma criança ela se submete a várias
vacinações, os custos envolvidos não podem ser negligenciados. A maior surpresa entre os pais fica por conta do fato de que, como não se trata de consulta médica, os gastos não são reembolsados e o segurado tem que arcar com os custos do próprio bolso.

Parte do elenco mínimo

Na tentativa de ajudar o consumidor cada vez mais exposto ao forte aumento dos custos das consultas médicas e dos remédios no ano passado, o deputado Luiz Antonio Fleury (PTB-SP) apresentou nesta quinta-feira (16/01) um projeto de lei na Câmara prevendo a inclusão deste tipo de cobertura nos planos e seguros de saúde.

Caso aprovado, o projeto prevê a inclusão da cobertura para a vacinação do segurado e seus dependentes no plano de referência. Assim a vacinação seria incluída entre as coberturas que devem integrar o elenco mínimo dos serviços ofertados pelos planos de saúde.

Redução dos custos das operadoras

Além do combate à mortalidade infantil, a vacinação tem tido papel fundamental na queda das doenças graves em idosos, o que tem permitido um ganho de qualidade de vida por parte da população.

Para o deputado, as próprias operadoras devem se beneficiar no médio prazo com a inclusão da cobertura para vacinas, pois a vacinação serviria como medida profilática contribuindo para a redução do número de doentes, e conseqüentemente dos gastos das operadoras com estes tratamentos.

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Com o fim da legislatura, o projeto será arquivado, mas poderá ser desarquivado pelo próprio deputado que foi reeleito a partir do início da nova legislatura em fevereiro, quando deve ser encaminhado para análise das comissões técnicas pertinentes ao assunto.