Plano de universalização da telefonia fixa não aumentará tarifas, diz Anatel

Plano será desenvolvido com o remanejamento de recursos de serviços já existentes, afirma agência

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SÃO PAULO – O PGMU (Plano Geral de Metas e Universalização) da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) não irá afetar o bolso dos atuais consumidores de telefonia fixa. A afirmação é da conselheira da Anatel, Emília Ribeiro, que ressaltou a necessidade de o plano apenas beneficiar as famílias que estão sem esse serviço.

Segundo ela, o plano não modificará o preço de tarifas, pois será desenvolvido com o remanejamento de recursos de serviços já existentes, como a transferência de orelhões e postos telefônicos para locais onde possam atender à população que não tem acesso à telefonia, conforme informações da Agência Brasil.

“Esses recursos serão reinvestidos pelas empresas, conforme prevê o contrato de concessão. Não há necessidade de aportes por parte do governo federal. São investimentos que as empresas já fazem e vão apenas transferir de um serviço para outro”, disse.

Programa social
As empresas Embratel, Oi, Brasil Telecom, CTBC e Sercomtel deverão investir R$ 2,1 bilhões na expansão do sistema de telefonia fixa para atender 20 milhões de pessoas em todo o País.

Entre os beneficiados, estão 13 milhões de cadastrados no programa Bolsa-Família, além de comunidades indígenas e quilombolas. Aeródromos, postos de saúde e da Polícia Rodoviária, que ainda não têm telefone, também se enquadram na lista.