Pesquisadores da Unicamp desenvolvem um sistema de codificação híbrido

Metodologia reduz em 95% o tempo de codificação, sem perda de qualidade, e alia duas técnicas existentes: as wavelets e a fractal

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SÃO PAULO – Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp, no interior de São Paulo, desenvolveram um processo de codificação de imagens e vídeos de última geração.

Com a metodologia, o tempo de codificação reduz em 95%, sem perder a qualidade. Além disso, o sistema, híbrido, reúne duas técnicas já existentes: as wavelets e a tecnologia fractal.

Ampla tecnologia

Segundo o professor Yuzo Iano, um dos autores do trabalho, as possíveis aplicações comerciais desta nova tecnologia, é muito ampla, abrangendo compreensão e transmissão de imagens via satélite, via internet, em câmeras e filmadoras digitais, webcams e na digitalização de arquivos em bibliotecas virtuais.

A Agência de Inovação da Unicamp já fez o pedido de patente da nova tecnologia. Além disso, encontra-se disponível para ser transferida à indústria, especialmente na área de comunicação ou informática.

Qualidade com tempo reduzido

Ainda de acordo com o professor Iano, com algumas melhorias, esta nova tecnologia pode ser utilizada em aplicações de tempo real, como por exemplo, o sistema de televisão digital recentemente adotado pelo Brasil. Há a possibilidade ainda de o método ser utilizado no primeiro satélite universitário brasileiro, o Itasat.

Conforme o docente, cada vez mais, as pesquisas acadêmicas contemplam processos que transmitam o maior número de informações com qualidade e em tempo reduzido.