Pesquisa revela que número de motoristas que dirige sob efeito do álcool ainda é alto

De acordo com a Senad, 85% dos 3,5 mil motoristas entrevistas afirmaram ter bebido nos últimos 12 meses

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SÃO PAULO – A Lei Seca pode ter contribuído para quedas pontuais do número de acidentes de trânsito, como ocorreu em São Paulo, mas ainda é alto o número de motoristas que dirigem alcoolizados nas estradas do país, de acordo com pesquisa divulgada na última segunda-feira (22) pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas).

O órgão entrevistou 3,5 mil motoristas, dos quais 85% disseram ter bebido nos últimos 12 meses, mas apenas 9,2% afirmaram ter sido parados ao menos uma vez pela fiscalização, para realizar o teste do bafômetro.

Para o estudo completo, o Senad ouviu 8 mil motoristas de carro, moto, caminhão e de ônibus entre 2008 e 2009 nas rodovias federais que passam pelas capitais brasileiras.

Detalhamento
A Senad detalhou o Estudo do Impacto do uso de Bebidas Alcoólicas e outras Substâncias Psicoativas no Trânsito Brasileiro com base nos dados de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Na cidade, 75% afirmaram beber ou utilizar alguma substância entorpecente.

O órgão constatou diferenças de comportamento entre os motoristas profissionais e os particulares da cidade. Os condutores de ônibus e caminhões evitam o consumo de álcool no dia que vão em dirigir em proporção maior que os motoristas amadores.

Tamanho descuido gera acidentes, que aumentam os gastos com saúde na cidade, conforme afirmou, de acordo com a Agência Brasil, Flávio Pechanski, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Em Porto Alegre, os custos anuais com acidentes de trânsito são de R$ 66 milhões, e percebemos que a metade dos custos dos acidentes é relacionada ao álcool”.