Perigo nas estradas: irregularidade em veículos de carga perigosa cresce 30%

Segundo Ipem-SP, 720 dos 2.200 veículos fiscalizados nas estradas de São Paulo apresentavam problemas em 2006

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SÃO PAULO – De acordo com levantamento do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), no ano passado, aumentou em 30% o número veículos em situação precária transportando produtos perigosos nas rodovidas do Estado de São Paulo.

As equipes do instituto constataram irregularidades em 720 dos 2.200 veículos fiscalizados. Dos veículos autuados, 53% tiveram o documento retido devido à gravidade dos problemas.

Falta de manutenção

Também houve crescimento de 52% no número de apreensões do Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos (CIPP), documento obrigatório para a prática da atividade em todo o País.

Grande parte das irregularidades está relacionada à falta de manutenção de itens essenciais, como suspensão, pneu e freios, sendo que, em 11% dos casos, foram observados pontos de vazamento da carga, muitas vezes causados por corrosões ou trincas no tanque de carga ou falhas nas válvulas de descarga.

Periculosidade

De acordo com os técnicos do Ipem-SP, a precariedade de condições dos veículos inspecionados é considerada um problema gravíssimo, comprometendo a segurança nas estradas, já que estes realizam transporte de produtos perigosos, como combustível líquido, ácido e material químico em geral.

“É bom lembrar que o transporte engloba desde a saída da carga do seu ponto de origem até a chegada no local de destino. A manutenção preventiva é muito importante e não somente corretiva dos veículos envolvidos no segmento de transporte de produtos perigosos, prática que não é muito lembrada por parte dos transportadores”, afirma o chefe da Divisão de Avaliação da Conformidade e do Núcleo de Produtos Perigosos do Ipem-SP, Jair Camporeze.

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O Ipem-SP analisa a capacitação nos transportes de produtos perigosos desde 1989, e para Camporeze, as responsabilidades do segmento são claramente discriminadas pelo Ministério dos Transportes.