Pense bem antes de emitir cheque: se ele voltar, tarifa bancária é de até R$ 26,50

Se a folha for reapresentada, a pessoa tem seu nome enviado ao cadastro de inadimplentes - o que também custa dinheiro

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SÃO PAULO – Além da dor-de-cabeça resultante da devolução de cheques por falta de fundos, existe ainda outro ponto que deve ser analisado pelo consumidor antes de pegar o talão para fazer uma compra: a tarifa cobrada pela emissão de folhas descobertas pode pesar o dobro no orçamento, dependendo de qual banco a pessoa for correntista. É isso o que mostra tabela oficial de cobranças efetuadas por instituições financeiras, concedida pelo Banco Central(*).

O levantamento detalha que o maior valor está no HSBC, onde são debitados da conta R$ 26,50 em situações como essa. Já o menor está no Safra, que cobra R$ 12,70. Isso dá uma diferença de 108,66% – um pouco mais que o dobro.

Vale lembrar que, no fim das contas, o total do gasto (folha retornando duas vezes por insuficiência de fundos mais inclusão no cadastro de inadimplentes) pode ser de quase R$ 80.

Outros bancos

Em todos os dez maiores bancos do Brasil, cobra-se pela emissão de folhas “voadoras”. Veja o preço em cada uma:

Tarifa por cheque sem fundo
Banco Valor
HSBC R$ 26,50
Unibanco R$ 21
Santander Banespa R$ 19,90
ABN Amro Real R$ 19,50
Banco do Brasil R$ 17,50
Banco Itaú R$ 17,50
Banco Bradesco R$ 17,20
Banco Nossa Caixa R$ 16
Caixa Econômica Federal R$ 15
Banco Safra R$ 12,70

Fonte: Banco Central

Inclusão no cadastro

No entanto, não é apenas esse tipo de pagamento que o consumidor tem de fazer em casos do tipo. A folha volta pela primeira vez. Se a pessoa/comércio que a tenha recebido reapresentar a ordem de pagamento e, novamente, não houver dinheiro na conta para cobri-la, o banco pode cobrar mais uma vez do correntista a tarifa pela devolução da folha.

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Além disso, é importante lembrar que o cheque voltando duas vezes por falta de fundos resulta em um outro problema – a inclusão do nome da pessoa no cadastro de inadimplentes específico dessa situação. E isso, em algumas instituições, significa, novamente, cobrança de quem emitiu.

Para se ter uma idéia, o maior valor também está no HSBC. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nossa Caixa e Bradesco não oneram o cliente. Veja a lista completa:

Tarifa por inclusão
na lista de inadimplentes
Banco Valor
HSBC R$ 24
Santander Banespa R$ 20,70
Banco Safra R$ 18
ABN Amro Real R$ 14
Unibanco R$ 12,50
Banco do Brasil zero
Caixa Econômica Federal zero
Banco Nossa Caixa zero
Banco Bradesco zero
Banco Itaú não consta na lista

Fonte: Banco Central

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Quanto sai no final

Se o banco cobrar do correntista os valores máximos em todas as situações (primeira e segunda vez que a folha de cheque volta mais a taxa de inclusão no cadastro), a conta sai alta. O campeão é o HSBC (R$ 77), seguido pelo Santander (R$ 60,50) e Unibanco (R$ 54,50). Em seguida, estão Real (R$ 53), Safra (R$ 43,40), BB (R$ 35), Bradesco (R$ 34,40) Nossa Caixa (R$ 32) e Caixa Econômica (R$ 30).

O Banco Itaú não foi avaliado porque, na tabela do BC, não havia informações sobre cobrança de inclusão. A tarifa também não foi encontrada no site da própria instituição, porque a seção voltada para esse assunto não estava disponível para visualização.

Exclusão do cadastro

E sair do cadastro de inadimplentes também pesa no bolso. Nesse caso, o HSBC perdeu a liderança de maior tarifa para o Santander, que cobra R$ 29,90. Mas aquela instituição vem logo em seguida, com um preço de R$ 28,50. O menor valor está no Safra (R$ 18).

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Veja a lista:

Tarifa por exclusão
da lista de inadimplentes
Banco Valor
Santander Banespa R$ 29,90
HSBC R$ 28,50
Nossa Caixa R$ 27
ABN Amro Real R$ 25
Banco Itaú R$ 24,50
Banco Bradesco R$ 24
Unibanco R$ 23,50
Banco do Brasil R$ 22,18
Caixa Econômica Federal R$ 21
Banco Safra R$ 18

Fonte: Banco Central

(*) Os próprios bancos fornecem as informações ao BC. Elas se referem ao valor máximo cobrado em tais situações, ficando a cargo da instituição debitar menos ou, inclusive, deixar de cobrar.