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SÃO PAULO – Com as fortes chuvas do verão, o que não faltam nas cidades são os alagamentos e, diante deles, a atenção deve ser redobrada, para evitar a degradação do veículo e até mesmo um acidente.
De acordo com o Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária), ao tentar atravessar um alagamento e o carro morrer, o motorista jamais pode dar partida. O ideal é manter o veículo desligado e removê-lo até uma oficina.
Diante da possibilidade da admissão de água, deixar o motor desligado reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico.
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A se deparar com um trecho alagado, o motorista deve observar o nível da água; a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, não podendo exceder o centro das rodas.
É importante também que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar ao motor, dificultando a admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.
Para carros automáticos, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a opção 1. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, o que torna possível manter uma rotação maior ao motor. Outra opção é alternar a troca de marcha entre N e 1, sempre mantendo a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor.
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Mantenha a calma
Durante a travessia, o condutor precisa manter a calma, mesmo nos casos em que sejam constatados alguns problemas, como o aumento do esforço ao esterçar, variação da luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alerta sonoros ou flutuação dos ponteiros.
Nesses casos, também podem ocorrer oscilações nas luzes da injeção eletrônica, bateria e ABS, aumento do esforço ao acionar os freios e interrupção do funcionamento da tração 4X4 (veículos diesel), pois provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo, o que, na maioria da vezes, pode ser um fato passageiro que não impede o carro de prosseguir.
É importante também que motorista desligue o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Os veículos rebaixados e turbinados precisam do dobro da atenção.
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Para os casos de alagamentos mais sérios, é recomendado que motorista leve o carro a uma oficina de confiança para fazer um check-up, para corrigir, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes, simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos.
Se o veículo passar por travessias consecutivas de alagamentos, é importante fazer uma limpeza do sistema de ventilação, pois ele estará sujeito à contaminação por fungos e microorganismos, por exemplo.