Pedágios paulistas sobem 9,08% a partir de julho

Aumento é baseado no IGM-P do ano e foi supeior ao de 2004 (7,04%); tarita da Rodovia Imigrantes ainda é a mais cara e sobe para R$ 14,80

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SÃO PAULO – A viagem de carro nas férias de julho vai pesar um pouco mais no bolso dos paulistas. A partir de 1º de julho, os pedágios nas estradas do estado serão reajustados em 9,08%, conforme foi aprovado pelo governador Geraldo Alckmin nesta segunda-feira (27). A data para o aumento é estabelecida no contrato com as concessionárias.

O valor do aumento é baseado no IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) entre julho de 2004 e junho deste ano. O último aumento, em julho do ano passado, foi de 7,04%.

Preços nas principais estradas

O pedágio da Rodovia Imigrantes, que dá acesso à Baixada Santista, continuará sendo o mais caro praticado, passando de R$ 13,40 para R$ 14,80.

Outras estradas, como a Castelo Branco – que chega ao interior – e a Ayrton Senna (antiga Trabalhadores), cujos pedágios custam R$ 8,60 e R$ 7,20, sofrerão reajustes para, respectivamente, R$ 9,40 em R$ 7,80.

Ainda no sistema da Castelo Branco, concedida à ViaOeste, os pedágios nas marginais, na altura de Osasco e Barueri, saltarão de R$ 4,90 para R$ 5,40.

Já no sistema Anhangüera-Bandeirantes as tarifas que atualmente valem R$ 4,70 ou R$ 4,60 subirão para R$ 5,10.

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A tabela completa com as tarifas está disponível no site da Artesp (Agência de Transportes do Estado).

Arrecadação e investimentos

Quando anunciou o reajuste dos pedágios, em abril deste ano, Alckmin garantiu também investimentos de R$ 846,8 milhões – provenientes das empresas concessionárias – na malha rodoviária do estado. A aplicação está programada para 2005 e 2006.

O balanço financeiro do Programa de Concessões Rodoviárias, divulgado também em abril, indicou que 37% da arrecadação dos pedágios foram destinados a investimentos nas rodovias, 21% cobriram gastos operacionais, 21% amortizaram empréstimos e juros. O restante se dividiu entre ônus das concessões para o estado e pagamento de impostos.
Ao longo dos sete anos do programa de concessão, as empresas autorizadas obtiveram receita bruta de R$ 7,4 bilhões. Além dos investimentos em obras, as concessionárias também repassaram 3% dos valores arrecadas para o estado, como forma de pagamento pela utilização temporária das rodovias paulistas.

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Vale mencionar que o prazo da concessão é de 20 anos, quando as empresas devolvem o controle das estradas para o estado, com todos os benefícios, melhorias e ampliações realizadas.